Compensar a sua ‘pegada de carbono’ pode custar R$ 1,4 mil por ano; veja como fazer

Cálculos apontam que cada pessoa gera, em um ano, o equivalente a 7 toneladas de CO2; algumas instituições oferecem ferramentas para calcular e comprar créditos de carbono

5 de junho de 2023

Compensar a sua ‘pegada de carbono’ pode custar R$ 1,4 mil por ano; veja como fazer

O investidor Felipe Monteiro, após estudar na França e em Cingapura, países com maior conscientização ambiental, passou a se preocupar com o impacto ambiental de seu estilo de vida. Para compensar suas emissões de carbono, ele começou a comprar créditos de carbono na plataforma Moss. Embora reconheça que o impacto individual seja pequeno, ele acredita na importância de agir em vez de apenas falar sobre o problema. Essa atitude tem sido adotada por outros consumidores, levando várias instituições a desenvolver ferramentas para calcular emissões individuais e permitir a compra de créditos de carbono. O dinheiro arrecadado é direcionado para projetos de reflorestamento, conservação de florestas ou áreas sociais. A Moss destinou US$ 13 milhões à preservação da Amazônia em seu primeiro ano de operação, possibilitando que as pessoas comprem títulos e contribuam para a preservação da floresta.

Maior conscientização

Iniciativas individuais de compensação de emissões de gases do efeito estufa podem conscientizar o público sobre a necessidade de repensar o uso dos recursos naturais. Empresas como Moss, Bradesco, C6 e Ambipar oferecem opções para os clientes participarem de práticas ESG e contribuírem para a redução do aquecimento global. Calcula-se que cada brasileiro gere cerca de 7 toneladas anuais de CO2 equivalente, com um custo de aproximadamente R$ 1,4 mil por ano para compensar suas emissões. Através de ferramentas como Ambify e aplicativos de bancos, as pessoas podem estimar sua pegada de carbono e compensá-la comprando créditos que são destinados a projetos de conservação e preservação ambiental.

O C6 Bank e o Bradesco disponibilizam aos clientes a possibilidade de calcular sua emissão de carbono pessoal e compensá-la através de créditos de carbono. No caso do C6 Bank, os clientes já compensaram 965 toneladas de carbono desde o lançamento do programa. O Bradesco também oferece aos correntistas a opção de calcular e pagar por suas emissões pessoais, direcionando os recursos para projetos de conservação e preservação de florestas nativas. As ferramentas utilizadas para calcular a pegada de carbono são fornecidas por empresas como Deep ESG, Ambipar, Ambify e Biofílica, que também oferecem a venda de créditos de carbono.

O que é levado em conta na hora de calcular a pegada de carbono:

  • Local de residência;
  • Número de pessoas que moram na casa;
  • Meio de transporte;
  • Consumo de combustível;
  • Uso de gás (GLP ou canalizado);
  • Consumo de energia elétrica;
  • Compra de roupas;
  • Alimentação;
  • Viagens de avião.

Menos danos para o mundo

Fábio Alperowitch, fundador da FAMA Investimentos, vê as iniciativas de compensação como positivas por conscientizar as pessoas e levá-las a fazer escolhas mais conscientes. No entanto, ele enfatiza que a compensação não deve ser vista como uma desculpa para danos ambientais, mas sim como um primeiro passo para práticas mais sustentáveis. Lucas Canibal, da Drivin Brasil, afirma que tanto empresas quanto consumidores devem compensar suas emissões, pois isso beneficia a sociedade como um todo, inclusive os próprios consumidores. Ele destaca que empresas sustentáveis podem obter benefícios financeiros de longo prazo, o que se reflete em uma melhor relação custo-benefício para os consumidores.

Matéria produzida pelo jornalismo do Estadão e otimizada por IA. Fonte: www.estadao.com.br