Estadão Blue Studio - Rede Américas amplia atuação em oncologia de alta complexidade

Rede Américas amplia atuação em oncologia de alta complexidade

Estrutura reúne 38 unidades oncológicas, mais de 250 projetos de pesquisa clínica e participação em estudos apresentados no congresso Asco 2026

29 de junho de 2026

Rede Américas amplia atuação em oncologia de alta complexidade

Criada em 2025 por meio de uma fusão entre hospitais da Dasa e da Amil, a Rede Américas reúne, atualmente, e conta com uma estrutura articulada visando aproximar assistência, pesquisa e diagnóstico em prol do melhor desfecho clínico para seus pacientes.

São 26 hospitais em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Distrito Federal,

Uma das principais áreas de atuação é a oncologia, com 38 unidades oncológicas no Brasil que trabalham com protocolos compartilhados, discussões multidisciplinares de casos, avaliação conjunta de especialistas e acesso a recursos de alta complexidade.

A proposta da Oncologia Américas é padronizar as práticas assistenciais e ampliar o acesso dos pacientes às evidências científicas mais recentes.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o Brasil possa registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028, um aumento de 10,9% em relação ao triênio anterior (2023-2025).

As causas seriam o envelhecimento da população, a obesidade, o sedentarismo e a má alimentação, além de outras mudanças nos fatores de risco social e ambiental associados ao desenvolvimento de tumores.

Neste contexto, nos últimos anos, terapias-alvo, que atacam alterações moleculares específicas das células tumorais; imunoterapias, que estimulam o sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater células cancerígenas; e exames moleculares ampliaram as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamentos que melhoraram significativamente as chances de muitos pacientes.

As novas tecnologias aumentaram as possibilidades terapêuticas, mas em contrapartida tornaram mais complexa a definição da conduta clínica mais adequada. Diagnóstico, cirurgia, radioterapia, medicamentos e acompanhamento de longo prazo impõem a participação de vários especialistas e um trabalho conjunto entre diversas áreas da medicina.

“Hoje os pacientes vivem mais e têm acesso a um número cada vez maior de opções terapêuticas. Isso exige uma tomada de decisão especializada, cada vez mais apoiada por diferentes profissionais, tecnologias e recursos diagnósticos”, afirma Gustavo Fernandes, vice-presidente de Oncologia da Rede Américas.

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