Estadão Blue Studio - Câncer colorretal expõe distância entre alerta e ação

Câncer colorretal expõe distância entre alerta e ação

Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros reconhecem a gravidade de sinais da doença, mas 40% dos que já perceberam sangue nas fezes não buscaram atendimento imediato

20 de setembro de 2026

Câncer colorretal expõe distância entre alerta e ação

Uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center, realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 80% dos brasileiros consideram grave a presença de sangue nas fezes ou uma alteração no funcionamento intestinal por mais de um mês.

No entanto, entre os que já notaram sangue nas fezes, 40% não procuraram atendimento imediatamente. O levantamento ouviu 2.015 pessoas no País.

Em relação aos números do câncer colorretal no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53.810 novos casos por ano no triênio 2026-2028. Dessa forma, a doença ocupa as primeiras posições entre os tumores mais incidentes no País, incluindo homens e mulheres.

Dr. Samuel Aguiar durante Brand Talk. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Durante o Brand Talk – Câncer Colorretal: entre a prevenção e o diagnóstico, realizado no Retratos do Câncer, o cirurgião oncológico Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, falou sobre o tema – com mediação da jornalista Camila Silveira.

Vale ressaltar que o A.C.Camargo Cancer Center possui mais de 70 anos de atuação e é referência internacional em oncologia, oferecendo inovação, assistência, pesquisa, ensino, prevenção ao diagnóstico, tratamento, reabilitação e vida pós-câncer.

Na conversa, Aguiar disse que esperar pelo aparecimento de sintomas já representa uma oportunidade perdida, porque o rastreamento busca identificar alterações antes que elas se manifestem. “A percepção da gravidade não tem se traduzido em uma ação de busca de um diagnóstico.”

A demora em procurar ajuda não pode ser atribuída apenas ao comportamento individual. Segundo o médico, falta de tempo e dificuldades de acesso aos serviços de saúde também interferem no caminho até a investigação.

Neste contexto, surge a iniciativa Missão Colorretal, do A.C.Camargo que pretende apoiar municípios na implantação de programas estruturados de rastreamento, ampliando o acesso da população em geral aos exames antes que a doença se manifeste.

O projeto deve começar por Guarulhos, na Grande São Paulo, com o mapeamento de barreiras, capacidade de exames e fluxos de atendimento.

“O Missão Colorretal tem esse objetivo ousado de um dia ver a queda da mortalidade, mas tem vários pequenos projetos para chegar a esse objetivo final”, explicou o especialista.

Segundo ele, a primeira etapa será justamente entender onde estão as lacunas para estruturar o rastreamento. Para Aguiar, chegar antes também reduz a complexidade do tratamento. “Remover um pólipo é muito melhor do que ter o desafio de tratar um tumor”, resumiu.


Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de A.C.Camargo Cancer Center.