Estadão Blue Studio - Novas tecnologias já estão mudando a prática médica

Novas tecnologias já estão mudando a prática médica

Afya Summit 2026 reúne especialistas para discutir os avanços da inteligência artificial e o papel do médico diante de novas ferramentas

8 de setembro de 2026

Novas tecnologias já estão mudando a prática médica

Promovido pela Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do país, o Afya Summit 2026 aconteceu em 29 de agosto no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Uma das questões discutidas durante o evento, que teve como tema “Da revolução tecnológica à revolução humana”, foi justamente a inclusão de tecnologias cada vez mais recentes na rotina médica.

Isso porque, atualmente, um aparelho de ultrassom que cabe na mão já pode usar inteligência artificial para analisar imagens do coração. Além disso, sistemas de escuta transformam a conversa entre médico e paciente em registros clínicos, e relógios e sensores podem acompanhar sinais do organismo durante dias ou meses.

Essas inovações ampliam as possibilidades de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Daniel Kraft, médico e futurista da NextMed Health, ligado à Stanford, participou do evento e, durante a abertura da programação científica, mostrou recursos que já começam a mudar a assistência e outros que podem ganhar espaço nos próximos anos.

Para ele, o avanço da inteligência artificial não diminui a importância do médico e pode, ao contrário, abrir espaço para aquilo que a tecnologia não entrega sozinha.

“IA não é a estratégia. É um amplificador que pode potencializar a parte humana do cuidado”, disse Kraft.

De acordo com os especialistas, ao assumir tarefas repetitivas e apoiar a análise de informações, esses sistemas podem liberar tempo para atividades que dependem de julgamento clínico, comunicação, empatia e conhecimento das particularidades de cada paciente.

Gustavo Meirelles, radiologista e vice-presidente médico e de relações institucionais da Afya, destacou que o acesso também precisa acompanhar os avanços tecnológicos.

Para que essas ferramentas sejam incorporadas à assistência, precisam chegar aos serviços e profissionais que hoje têm menos acesso a elas.

“Precisamos fazer com que novas tecnologias não apenas cheguem, mas para todos, portanto, sejam ferramentas inclusivas”, afirmou Meirelles.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de Afya.