Estadão Blue Studio - Programa Gás do Povo beneficia 50 milhões de pessoas e fortalece mercado formal de revenda

Programa Gás do Povo beneficia 50 milhões de pessoas e fortalece mercado formal de revenda

Painel no Energy Summit discutiu o impacto do programa federal, que atende 15 milhões de famílias e amplia o acesso ao gás de cozinha entre a população de baixa renda

30 de junho de 2026

Programa Gás do Povo beneficia 50 milhões de pessoas e fortalece mercado formal de revenda

O programa, lançado pelo governo federal em 2025 para substituir o antigo Vale Gás, tem como objetivo ampliar o acesso ao GLP e combater a pobreza energética. Ele garante gratuitamente recargas de botijões de 13 kg de GLP.

Os resultados já observados com esta ação e a dificuldade de acesso ao gás de cozinha por famílias de baixa renda foram alguns dos temas de destaque da arena Diálogos da Transição, promovida pela agência Eixos durante o Energy Summit, na Marina da Glória, na zona sul do Rio de Janeiro.

São beneficiárias do programa as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 810,50 em 2026).

Segundo o governo federal, a iniciativa já atende cerca de 50 milhões de pessoas, distribuídas em 15 milhões de famílias. Entre os lares beneficiados, 93% são chefiados por mulheres.

As famílias com até três integrantes têm direito a uma recarga a cada três meses; aquelas com quatro ou mais recebem o benefício a cada dois meses. De janeiro a junho deste ano, o investimento no programa foi de R$ 2,3 bilhões.

O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), relator da medida provisória que criou o Gás do Povo, participou do painel Gás do Povo e Pobreza Energética e lembrou que a ideia surgiu ainda durante a pandemia. Na avaliação do deputado, a principal mudança foi substituir o repasse em dinheiro pelo acesso direto ao botijão.

“O auxílio-gás foi votado no orçamento [do governo federal] de 2021, mas era em dinheiro. As pessoas beneficiadas acabavam usando para comprar comida ou outras coisas, e continuavam sem gás. Agora a política pública está correta: quem tem direito registra o CPF [no revendedor], faz a troca do botijão vazio pelo cheio, e o governo federal paga ao revendedor em até dois dias úteis”, afirmou.

O Gás do Povo é gerido em parceria pelos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

“Acreditávamos que a falta de acesso ao botijão de gás era concentrada nas áreas rurais, mas não é nada disso. Muita gente na periferia das cidades não tem dinheiro para o gás, então usa lenha ou qualquer outro combustível para cozinhar, e isso é um grande risco à saúde”, disse Dario de Paula, diretor do Departamento de Políticas Sociais para o GLP do MME, que também participou do painel sobre o programa.

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