Estadão Blue Studio - O Brasil não pode parar

O Brasil não pode parar

Vibra protagoniza ações para assegurar o abastecimento do mercado nacional de combustíveis diante do cenário global complexo

30 de junho de 2026

O Brasil não pode parar

Líder de mercado, a Vibra vem tomando providências para ajudar a manter o setor brasileiro de combustíveis estável e abastecido, mesmo com as delicadas circunstâncias geopolíticas causadas pela Guerra do Irã e pelo conflito Rússia-Ucrânia.

Essas ações, que muitas vezes nem são percebidas pelos consumidores, fazem toda a diferença para que o País continue rodando sem sobressaltos.

A ideia é amenizar os efeitos de um ambiente de alta volatilidade nos preços e na oferta dos derivados de petróleo.

As iniciativas da Vibra incluem a mobilização de capital intensivo para assegurar o pagamento de prêmios elevados no mercado internacional.

Isso porque, com o aumento no valor do diesel adquirido no exterior chegou a 65%, houve um custo adicional de R$ 2,50 por litro em comparação ao que é cobrado nas refinarias nacionais.

Como o Brasil não é autossuficiente na produção desse combustível – precisa importar 30% do volume que consome –, a alta nos preços internacionais encarece a mistura entre produto nacional e importado, necessária para assegurar a oferta plena do produto no País.

“Nós temos a logística de distribuição para poder atender o País. A gente quer que o Brasil siga andando, que tenha mobilidade”, disse durante participação no Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro.

Entre os mecanismos de proteção financeira adotados pela Vibra para reforçar a previsibilidade do mercado nacional está o hedge, um tipo de seguro que cobre possíveis variações de preço e de câmbio ocorridas durante o ciclo da logística.

Essa providência é importante porque um processo de importação de diesel leva, em média, 45 dias para ser viabilizado – prazo considerado longo para o nível atual de volatilidade do mercado.

Além do hedge, há outros investimentos extras relacionados à conjuntura internacional. Alguns exemplos são a ampliação emergencial da infraestrutura logística, com acionamento de mais navios e expansão do armazenamento, e a criação de estoques de segurança, suficientes para algumas semanas de consumo.

Essas ações encarecem o processo de importação, mas boa parte dos custos extras são absorvidos pelo setor de distribuição e não chegam a ser repassados ao mercado. 

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