Tratamento do câncer feminino avança com medicina de precisão, mas acesso ainda atrasa inovação

Meet Point Estadão Think discute como novas terapias ampliam prognóstico, enquanto desigualdade limita sua chegada às pacientes

25 de abril de 2026

Tratamento do câncer feminino avança com medicina de precisão, mas acesso ainda atrasa inovação

Realizado pelo Estadão Blue Studio, o Meet Point Estadão Think “Avanços que transformam vidas de mulheres com câncer” contou com a participação de Angélica Nogueira, presidente de honra da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Pascoal Marracini, diretor-geral do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, e Isabel Ferreira, voluntária do Oncoguia e paciente em remissão, com mediação da jornalista Camila Silveira.

No bate-papo, esteve em discussão o fato de que, atualmente, falar em câncer de mama e em tumores ginecológicos agora são coisas diferentes, ao contrário de antes, onde eram colocados em um mesmo rótulo.

Com o avanço da medicina de precisão, o que antes parecia uma única enfermidade passou a ser entendido como um conjunto de tumores com origens, perfis biológicos e respostas terapêuticas distintas. Essa mudança alterou o modo de diagnosticar, tratar e até prevenir a doença, sobretudo entre as mulheres.

“A ciência entende câncer como um conjunto heterogêneo de doenças”, afirmou Angélica. Segundo ela, há um denominador comum, a proliferação descontrolada de células com potencial de invasão e metástase, mas os mecanismos que desencadeiam cada tumor são diferentes.

Já Danilo Lopes, diretor médico da AstraZeneca Brasil, diz que essa transformação também redefiniu a estratégia da indústria farmacêutica. “Hoje conseguimos compreender melhor as características biológicas e moleculares de cada tumor e adaptar o tratamento de forma mais individualizada.”

Angélica também destaca que o Brasil acumulou um atraso importante justamente no período em que a oncologia mais avançou. “A nossa prioridade na oncologia ficou congelada por 20 anos. Esse bloco de gelo começou a quebrar, mas essa porta é pesada”, afirmou.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de AstraZeneca.