Plano de drenagem aposta em engenharia subterrânea, renaturalização e reaproveitamento de água contra eventos extremos
31 de março de 2026
O Plano Geral de Drenagem de Lisboa coloca o Rio Tejo, que marca a paisagem da cidade, como parte central da solução das enchentes – que nas áreas baixas de Lisboa são um problema histórico, agravado pela urbanização que substituiu áreas naturais por ruas e avenidas, além das mudanças climáticas.
De acordo com o engenheiro José Silva Ferreira (foto), coordenador do projeto, será possível reduzir em até 80% as cheias nessas regiões. “É uma obra que busca o conceito da renaturalização, muito usado no norte da Europa, além de abrir oportunidades importantes.”
Ferreira apresentou o plano em São Paulo, durante o Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas, organizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP).
Em relação ao projeto, os eixos centrais são dois grandes túneis de drenagem que substituem a ideia anterior de múltiplos reservatórios, considerada cara e de difícil implantação numa cidade densamente ocupada. Essa estratégia dos “piscinões” é usada até hoje em São Paulo como solução para cheias.
O principal túnel em execução é o Monsanto–Santa Apolónia, com cerca de 5 km de extensão. O segundo, Chelas–Beato, tem aproximadamente 1 km. Ambos possuem diâmetro interno de 5,5 metros — dimensões comparáveis às de túneis de metrô — e foram escavados a dezenas de metros de profundidade, passando por baixo de edifícios e infraestruturas urbanas.
A ideia é que os túneis não sirvam apenas para escoar água, mas para integrar um sistema mais amplo que inclui bacias antipoluição — que captam as primeiras águas da chuva, mais contaminadas — e permitem o reaproveitamento hídrico para usos urbanos, como limpeza de ruas e irrigação.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio.
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