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Na adoção de IA pelas equipes, Murilo Moura Alencar organiza as regras de uso
Por SAFTEC DIGITAL

Na adoção de IA pelas equipes, Murilo Moura Alencar organiza as regras de uso

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 6 de novembro de 2026

A ferramenta entrou na rotina de trabalho antes da política interna que define o que pode ser enviado a ela e quem responde pelo resultado.

Poucos setores refletem tão bem quanto a tecnologia a velocidade com que a inteligência artificial chegou ao trabalho cotidiano, e Murilo Moura Alencar organiza o problema prático que a chegada criou nas empresas. A adoção começou pela base da organização, com profissionais usando assistentes em tarefas do próprio dia a dia, sem autorização formal e sem qualquer orientação sobre limites. A política interna, quando existe, foi escrita depois do hábito já consolidado nas equipes e nem sempre alcança o que elas de fato fazem.

A ausência de regra escrita produz dois efeitos opostos e igualmente indesejados. Em algumas áreas, informação sensível passa a circular em serviços externos sem nenhuma avaliação prévia de risco. Em outras áreas, a proibição genérica empurra o uso para a clandestinidade, porque a ferramenta resolve problemas reais e o profissional continua recorrendo a ela fora dos canais oficiais, agora sem qualquer registro do que foi compartilhado e sem revisão de quem entregou o resultado.

O que uma política de uso precisa resolver

Do ponto de vista prático, o primeiro ponto é a classificação da informação, e ele antecede qualquer discussão sobre qual ferramenta contratar. Saber quais dados podem sair do ambiente da empresa, quais exigem contrato específico com o fornecedor e quais não podem ser enviados em nenhuma hipótese transforma a regra em orientação aplicável no dia a dia. Sem a classificação, a política vira recomendação vaga que cada equipe interpreta conforme a própria leitura de risco, com resultados muito desiguais entre as áreas da empresa.

Murilo Moura Alencar estabelece como segundo ponto da política a atribuição de responsabilidade pelo resultado. A ferramenta produz texto, código ou análise, e alguém da equipe responde pelo que foi entregue ao cliente ou levado ao conselho. Definir que a revisão final continua sendo obrigação de quem assina o trabalho entregue encerra a ambiguidade que surge quando o erro é creditado ao sistema, ninguém assume a revisão e nenhuma correção de processo acontece depois.

Por que a proibição isolada não funciona

Por outro lado, a experiência recente em empresas de tecnologia mostra um padrão consistente. As vedações amplas reduzem o uso visível e não reduzem o uso real, porque a ferramenta está disponível no dispositivo pessoal de qualquer profissional e resolve tarefas que a rotina cobra com urgência. O uso apenas sai do campo de visão da empresa. O efeito prático é a perda de visibilidade sobre o que circula, justamente o oposto do objetivo declarado por quem redigiu a vedação. A informação continua saindo, agora sem rastro.

Há ainda um custo competitivo que Murilo Alencar registra nessa escolha. As equipes impedidas de usar ferramentas que o mercado já incorporou perdem velocidade em atividades de apoio, como redação técnica, revisão de código e preparação de análise. A diferença se acumula ao longo de trimestres e aparece na comparação de produtividade com concorrentes que optaram por regular o uso, com critérios escritos, em lugar de simplesmente impedi-lo. A vantagem não é tecnológica, é de organização.

Como a regra se mantém viva no dia a dia

No plano da governança, a política precisa de um responsável nomeado e de uma revisão periódica marcada em calendário. As ferramentas mudam de termos de uso com frequência, novos recursos alteram o que acontece com os dados enviados e os fornecedores passam a oferecer ambientes dedicados a clientes corporativos. Uma regra escrita uma única vez envelhece em poucos meses de operação e volta a produzir o mesmo vácuo que motivou a criação dela, agora com a aparência enganosa de assunto já resolvido.

O registro de uso fecha o arranjo de forma verificável para quem audita depois. Murilo Moura Alencar conduz a implantação pela adoção de ferramentas contratadas pela empresa, com registro de acesso e ambiente separado, de modo que a área de tecnologia saiba quais equipes usam o quê, com qual frequência e para qual finalidade. A informação orienta o treinamento das equipes, ajusta a própria política em cada revisão e sustenta a resposta a auditorias e a exigências contratuais cada vez mais frequentes em contratos corporativos.

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