Blindagem financeira e tecnológica aperta cerco contra bets ilegais
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 15 de julho de 2026
Medida para bloquear recursos das plataformas ilegais ressalta a importância da inovação para a consolidação de um mercado seguro e em conformidade
Na luta para a consolidação de um mercado regulado e saudável, o combate às plataformas de apostas ilegais no Brasil ganhou mais um importante episódio. No dia 25 de junho, o Conselho Monetário Nacional ( CMN ) autorizou o bloqueio de contas e o impedimento de transações financeiras de pessoas jurídicas e físicas que exploram bets consideradas ilegais. A medida se soma ao Decreto n . º 13.033/2026, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana anterior, que determinava o congelamento preventivo de valores de operadoras irregulares.
Em entrevista à imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que existem indícios de que 37 fintechs de pequeno porte são responsáveis por grande parte da movimentação financeira das bets que atuam ilegalmente no país.
Além de asfixiar o mercado de apostas ilegal, o diagnóstico do órgão público revelou a importância de aprimorar cada vez mais os mecanismos para identificar e bloquear brechas que facilitem a atuação de bets não autorizadas.
Entre os inúmeros problemas, processos cadastrais frágeis, por exemplo, permitem a criação das chamadas “contas-bolsão”, que são perfis abertos com documentos de terceiros para pulverizar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento.
É nesse ponto que a tecnologia de verificação de identidade entra como peça central e indispensável. Hoje, as mesmas ferramentas de biometria facial e validação cadastral que garantem segurança e boa experiência aos clientes e protegem transações nos maiores bancos e fintechs do país estão à disposição do mercado de apostas regulamentado e legal do Brasil.
Empresa que opera uma das maiores redes de validação de identidade do mundo, a Unico aplica essa tecnologia em setores altamente regulados, como o financeiro e o de meios de pagamento. Hoje, a unicórnio brasileira também auxilia bets que atuam de forma legal no país, garantindo uma atuação em conformidade e sem fricção.
Compliance, segurança e usabilidade
Diferentemente do mercado clandestino, as operadoras autorizadas são obrigadas por lei a identificar civilmente cada apostador, verificar a maioridade, aplicar limites de depósito e perda, assim como manter registros auditáveis de todas as transações. Para atuar em conformidade em um mercado altamente regulamentado, as empresas do setor necessitam do suporte de uma solução eficaz.
“A tecnologia da Unico, focada no reaproveitamento de documentos, buscando a redução de fricção, trouxe para a gente inúmeros benefícios. E aqui nós podemos falar sobre usabilidade, sobre experiência do cliente”, explica Victoria Cerioni, Legal and Compliance Manager da Novibet, em vídeo no canal da Unico.
De acordo com Victoria, a otimização proporcionada pela inovação também se aplica a outros aspectos, como a redução da possibilidade de fraude e a garantia de uma maior segurança dos apostadores. “O nosso cliente sabe que está lidando com uma plataforma que já conhece e se importa com ele.”
Para o apostador, a diferença entre uma plataforma regular e uma ilegal vai muito além da boa experiência. Sem qualquer obrigação de proteger dados pessoais, as bets clandestinas coletam dados pessoais como CPF, telefone, selfies e dados bancários sem os protocolos mínimos de segurança criptográfica. O risco inclui desde a dificuldade para sacar valores até o uso dos dados para abertura de contas laranjas e golpes de engenharia social.
A tecnologia também é utilizada em outras frentes de batalha no combate às plataformas ilegais de apostas. Segundo informações divulgadas no site do Ministério da Fazenda, mecanismos de monitoramento seguem em constante aprimoramento. Entre os exemplos, um laboratório virtual criado pelo poder público atua para identificar e bloquear com rapidez as bets ilegais. Além disso, mais de 50 mil domínios ilegais foram bloqueados desde outubro de 2024 pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), em um trabalho conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Ações necessárias
Ações para intensificar o combate às casas clandestinas de apostas são consideradas positivas para a construção de um mercado seguro, transparente e em conformidade.
Entidade que reúne cerca de 75% do mercado regulado de apostas no Brasil, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável ( IBJR ) manifestou apoio às iniciativas. Em nota, o presidente da instituição, Carlos Lima, destacou que a consolidação de um mercado regulado e saudável passa necessariamente pelo asfixiamento das operações clandestinas.
Ainda de acordo com o comunicado oficial do IBJR, pesquisa do Instituto Locomotiva com a LCA Consultoria constatou que o mercado ilegal movimenta aproximadamente R$ 40 bilhões anuais à margem da lei e causa um prejuízo estimado de R$ 10,8 bilhões por ano aos cofres públicos.
“Além de fortalecer a arrecadação pública, a medida contribui diretamente para aumentar a segurança dos apostadores, proteger os operadores que atuam conforme a legislação e promover a integridade e a sustentabilidade de todo o setor no país – que opera sob uma das regulamentações mais modernas do mundo”, explica Carlos Lima em nota.
Para a consolidação do mercado saudável e em conformidade, ações estratégicas e conjuntas são relevantes e indispensáveis. Isso, claro, passa pelo suporte de tecnologias inovadoras que consigam identificar e bloquear a atuação de plataformas clandestinas, assim como garantir segurança para apostadores e empresas legais.
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