Estadão Blue Studio - A engrenagem que impulsiona o Brasil

A engrenagem que impulsiona o Brasil

Ao cumprir a missão de levar combustíveis para todos os cantos do amplo território brasileiro, as distribuidoras exercem um papel crucial para assegurar a estabilidade e a confiabilidade do mercado

30 de junho de 2026

A engrenagem que impulsiona o Brasil

As distribuidoras têm papel essencial na engrenagem do mercado de combustíveis, pois conectam os diversos elos da cadeia – refinarias, produtores de biocombustíveis, portos, bases de armazenamento e transportadores.

Elas são operadores de infraestrutura crítica, com a capacidade de coordenação como competência essencial, indo muito além do transporte de combustíveis e da intermediação comercial.

As distribuidoras também são responsáveis pelo armazenamento dos combustíveis, oriundos de diversas procedências, e pela execução das misturas estabelecidas pela legislação brasileira: a gasolina vendida no País combina 70% de gasolina e 30% de etanol, enquanto o diesel incorpora 15% de biodiesel.

Tudo isso é feito por meio de sistemas automatizados, nos quais as proporções são controladas com precisão, de tal forma que cada litro comercializado atenda perfeitamente às especificações técnicas e regulatórias exigidas.

Os combustíveis partem então para o embarque – são milhares de caminhões circulando simultaneamente pelo território brasileiro, com minucioso controle e eventuais ajustes sendo realizados em tempo real. Essa inteligência logística é crucial para que um país de dimensões continentais, como o Brasil, desfrute de segurança energética.

Vale destacar que, mesmo com as turbulências geopolíticas decorrentes da guerra do Irã e do conflito Rússia-Ucrânia, a estabilidade do abastecimento no Brasil foi preservada pelas ações estratégicas das distribuidoras nacionais.

As ações incluíram a mobilização de capital intensivo para assegurar o pagamento de prêmios elevados no mercado internacional, já que o aumento no valor do diesel adquirido no exterior chegou a 65%.

Como o Brasil não é autossuficiente na produção desse combustível – precisa importar 30% do volume que consome –, a alta nos preços internacionais encarece a mistura entre produto nacional e importado, necessária para assegurar a oferta plena do produto no País.

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