A.C.Camargo lança modelo inovador de compartilhamento para ampliar acesso a terapias contra o câncer

Na oncologia, inovar não significa apenas desenvolver novas drogas. Significa também criar condições para que essas terapias cheguem a quem precisa

21 de maio de 2026

A.C.Camargo lança modelo inovador de compartilhamento para ampliar acesso a terapias contra o câncer

Um dos grandes desafios da oncologia atual é conseguir garantir acesso a terapias inovadoras sem tornar o sistema financeiramente insustentável.

Até porque, quando um medicamento oncológico de alto custo não entrega o resultado esperado, quem paga essa conta?

Os dados mostram que o avanço da medicina trouxe tratamentos mais precisos, mas também elevou os custos.

Nos últimos cinco anos, o gasto global com medicamentos oncológicos cresceu 75%, alcançando cerca de US$ 252 bilhões. Até 2029, a estimativa é de que esse valor chegue a US$ 441 bilhões, segundo o IQVIA Institute.

“Esses movimentos foram motivados pelo aumento dos gastos de oncologia ano após ano. As drogas têm chegado ao mercado com valores cada vez mais altos. O tratamento pode, facilmente, ultrapassar a casa do milhão por ano”, avalia Dra. Aline Chibana (foto), médica e gerente do Escritório de Valor do A.C.Camargo Cancer Center.

Desde 2022, quando firmou o primeiro acordo de compartilhamento de risco do País na saúde suplementar, o A.C.Camargo desenvolve contratos em que parte do risco financeiro é dividida entre o Cancer Center, a indústria farmacêutica e a fonte pagadora.

No chamado risk sharing, as partes estabelecem previamente critérios clínicos de resposta. Se houver falha terapêutica dentro do período definido, a farmacêutica reembolsa parcial ou integralmente as unidades utilizadas, enquanto o A.C.Camargo devolve o valor correspondente à fonte pagadora.

Segundo Dra. Aline, o modelo divide responsabilidades entre os envolvidos e depende de informações clínicas consistentes.

“Usamos dados de vida real para firmar esses contratos. O objetivo é garantir acesso a essas novas tecnologias que são caras e podem ser eficazes. Compartilhando risco, garantimos uma escolha mais sustentável para o sistema de saúde.”

Para Rafael Ielpo, diretor Comercial e de Marketing do A.C.Camargo, a discussão se tornou inevitável diante da pressão financeira vivida pela saúde suplementar, da incorporação de novas tecnologias e da mudança de comportamento dos pacientes após a pandemia.

“Ninguém tem dúvida sobre o avanço da medicina. Antes, morríamos de infecções básicas. Agora, temos terapia-alvo, com medicina ultrapersonalizada. Isso trouxe taxas de sucesso e melhoria da qualidade de vida, mas tem um custo, tem um preço que precisa ser pago”, afirma.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de A.C. Camargo.