Estadão Blue Studio - Transplante de medula óssea reúne ciência e cuidado em todas as etapas

Transplante de medula óssea reúne ciência e cuidado em todas as etapas

Da indicação à recuperação, equipes especializadas da Rede Américas realizam acompanhamento contínuo para ampliar as chances de sucesso do tratamento

26 de julho de 2026

Transplante de medula óssea reúne ciência e cuidado em todas as etapas

Maria Beatriz Pereira Vieira de Jesus (foto acima) foi diagnosticada com anemia falciforme ainda nos primeiros dias de vida, por meio da realização do teste do pezinho, e cresceu entre consultas, exames e transfusões de sangue para reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC), uma das complicações mais graves da doença.

No início de 2025, uma nova avaliação mostrou que esse risco permanecia elevado. Foi então que surgiu a indicação do transplante de medula óssea (TMO).

Quando tinha 11 anos, Maria Beatriz e sua mãe deixaram Brasília rumo a São Paulo para dar início ao tratamento no Hospital Samaritano Higienópolis, um dos centros especializados e referência no País em alta complexidade.

Celso Arrais, líder de Hematologia da Rede Américas e do Hospital Nove de Julho (SP) Foto: Divulgação/Rede Américas

O hospital é parte da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil. A mudança significou meses longe de casa e uma longa internação, mas também representou a possibilidade de viver sem as limitações impostas pela doença.

“Para pacientes com leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, anemia aplástica e, em situações específicas, anemia falciforme, o transplante pode interromper a evolução da doença, recuperar a qualidade de vida e, em muitos casos, representar a chance de cura”, explica Celso Arrais, líder de Hematologia da Rede Américas e do Hospital Nove de Julho (SP).

No procedimento, células-tronco saudáveis, provenientes de um doador compatível ou, em alguns casos, do próprio paciente, são infundidas para reconstruir a medula óssea.

Nos últimos anos, os avanços nas terapias celulares também levaram ao desenvolvimento de tratamentos como a terapia CAR-T, indicada para alguns pacientes com doenças hematológicas específicas. Diferentemente do TMO, essa estratégia utiliza linfócitos T do próprio paciente, modificados em laboratório para reconhecer e combater células tumorais.

“Quando falamos em medula, muita gente pensa na medula espinhal, que fica na coluna. Mas não é dela que estamos falando. O transplante envolve a medula óssea, que é o tecido localizado no interior dos ossos, conhecido popularmente como tutano”, explica Dra. Andresa Lima Melo, especialista em Hematologia e Transplante de Medula Óssea e coordenadora da mesma área no Hospital Brasília.

Antes disso, o paciente passa por um tratamento quimioterápico ou, em certas indicações, radioterápico, que elimina as células doentes e prepara o organismo para receber a nova medula. Até que ela comece a funcionar, o sistema imunológico permanece temporariamente comprometido, exigindo isolamento e cuidados para prevenir infecções.

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