Estadão Blue Studio - Crédito com garantia exige olhar além dos juros

Crédito com garantia exige olhar além dos juros

Modalidade ganha espaço em um cenário de pressão sobre o orçamento; custo total, capacidade de pagamento e patrimônio envolvido devem entrar na conta antes da contratação

23 de setembro de 2026

Crédito com garantia exige olhar além dos juros

Na hora de escolher um empréstimo, é necessário avaliar o custo total da operação, o prazo, as condições do contrato e o impacto daquele compromisso sobre o orçamento. No crédito com garantia, há ainda um elemento adicional: um patrimônio entra nessa equação.

A Creditas, fintech especializada em crédito com garantia, acredita que a escolha de uma modalidade deve considerar não apenas os juros ou o valor da parcela, mas também a finalidade do recurso e a capacidade de pagamento ao longo do contrato.

“É preciso perguntar para que é o crédito e se aquilo é uma solução temporária ou faz parte de um plano para sair do endividamento. O primeiro ponto é encarar o que está acontecendo”, afirma Renato Gonçalves, VP de Vendas, Experiência do Cliente e Cobrança da Creditas.

Uma pesquisa da Creditas, em parceria com a Opinion Box, mostra que 59% dos brasileiros começaram 2026 preocupados, em recuperação ou sob forte pressão financeira. Apenas 39% disseram ter iniciado o ano com sensação de controle sobre as finanças.

Outro levantamento realizado pela fintech indica que 47% dos entrevistados acreditam que levarão mais de um ano para quitar suas dívidas, cenário que amplia a importância de avaliar juros, prazo e o peso das parcelas no orçamento.

Um dos pontos centrais dessa análise é o Custo Efetivo Total (CET), indicador que permite compreender quanto aquela operação efetivamente custará. Olhar apenas para os juros ou para o valor mensal pode oferecer uma visão incompleta do compromisso assumido.

A busca por alternativas de menor custo também aparece no comportamento dos consumidores. Em 2025, a Creditas registrou alta de 45,1% na procura por empréstimos com garantia de imóvel e de 33,6% na modalidade com garantia de veículo.

Neste contexto, conhecer receitas e despesas, entender a própria capacidade de pagamento e comparar opções são medidas que ajudam a evitar decisões tomadas apenas pela urgência do momento.

“Não precisa ser uma mudança drástica. O primeiro ponto é olhar a renda, entender onde foi o erro e começar pelo gasto ou custo que é possível diminuir. Se for necessário recorrer ao crédito, ele precisa fazer parte desse plano”, afirma Gonçalves.

Na foto: Renato Gonçalves, VP de Vendas, Experiência do Cliente e Cobrança da Creditas, e Veridiana Lopes, criadora de conteúdo do perfil Economia Diária. Foto: Divulgação/Estadão Blue Studio

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