Estadão Blue Studio - ‘O meu papel é traduzir assuntos complexos para uma linguagem acessível’, Ana Paula Renault

‘O meu papel é traduzir assuntos complexos para uma linguagem acessível’, Ana Paula Renault

Influenciadora diz que não tem pretensão de substituir o jornalismo profissional e conta como equilibra proximidade, apuração e credibilidade ao abordar temas de interesse público nas redes sociais

8 de outubro de 2026

‘O meu papel é traduzir assuntos complexos para uma linguagem acessível’, Ana Paula Renault

Em entrevista exclusiva ao Estadão Blue Studio Influency, Ana Paula Renault, influenciadora e ex-participante do Big Brother Brasil, fala sobre informação, responsabilidade e a relação entre redes sociais e jornalismo.

Em relação ao seu papel na internet, ela diz não ver seu trabalho como uma substituição ao jornalismo profissional, mas como uma forma de despertar a curiosidade e levar as pessoas a buscar mais informação.

“O meu papel é traduzir assuntos complexos para uma linguagem acessível, despertar curiosidade e incentivar as pessoas a buscarem mais informação”, diz Ana Paula. “Se alguém começa por um vídeo meu e termina lendo uma reportagem, consultando uma fonte oficial ou refletindo criticamente sobre um tema, sinto que cumpri meu papel.”

Um estudo do pesquisador Ben Wasike mostrou que seguir newsfluencers não diminui a confiança na mídia tradicional e pode, inclusive, reforçá-la.

Em relação a esse assunto, a influencer avalia que as redes sociais são um ponto de contato, não um ponto final. “Muitas pessoas chegam até um assunto porque ele apareceu no feed, mas aprofundam o conhecimento em veículos de imprensa e outras pesquisas.”, afirma.

“Eu vejo meu trabalho como uma ponte entre a curiosidade e a informação qualificada. Quanto mais pessoas se interessarem por cidadania, economia, política ou saúde, melhor para a sociedade.”

Sobre a escolha dos assuntos a serem discutidos, ela explica que os comentários e as mensagens diretas que recebe funcionam como um termômetro e influenciam na hora de selecionar os temas.

“Muitas vezes, percebo que um assunto técnico está gerando insegurança ou desinformação e transformo isso em conteúdo. Mas não sigo apenas o que está em alta, procuro abordar também temas que considero relevantes para formar repertório e ampliar o debate público, mesmo quando ainda não estão no centro das conversas.”

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