Estadão Blue Studio - Competitividade passa por responsabilidade fiscal e produtividade, defende agenda da CNA

Competitividade passa por responsabilidade fiscal e produtividade, defende agenda da CNA

Evento reúne economistas e especialistas para discutir propostas voltadas ao equilíbrio das contas públicas, ao mercado de trabalho e ao crescimento sustentável do País

21 de julho de 2026

Competitividade passa por responsabilidade fiscal e produtividade, defende agenda da CNA

Promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o encontro Agenda Brasil Crescimento, Emprego e Competitividade acontece no dia 25 de agosto e abordará a competitividade – que fica ainda mais em foco em um cenário de juros elevados, desafios fiscais e escassez de mão de obra qualificada.

O evento irá reunir especialistas para discutir caminhos capazes de impulsionar a economia brasileira a partir de duas frentes consideradas estratégicas: responsabilidade fiscal e produtividade.

O evento será marcado pelo lançamento de dois estudos inéditos elaborados pela Diretoria Técnica da entidade. Os levantamentos apresentam diagnósticos sobre a qualidade do gasto público, o funcionamento do mercado de trabalho e propostas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios.

Selene Peres, ex-secretária de Economia de Goiás e auditora federal de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional Foto: Divulgação

Contas públicas

O primeiro painel abordará a responsabilidade fiscal como vetor da competitividade nacional. Entre os temas em discussão, está a necessidade de uma reforma orçamentária que amplie a transparência das contas públicas e reduza o uso de mecanismos extraordinários de financiamento, apontados como fatores que dificultam a previsibilidade econômica, pressionam os juros e desestimulam investimentos.

A apresentação do estudo ficará a cargo de Selene Peres, ex-secretária de Economia de Goiás e auditora federal de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional. O debate contará com a participação de economistas convidados para discutir alternativas de aperfeiçoamento das regras fiscais e da gestão orçamentária.

No segundo painel, o foco será a relação entre produtividade e emprego. Apesar de o Brasil registrar níveis historicamente baixos de desemprego, a produtividade por hora trabalhada permanece estagnada e inferior à observada em países vizinhos, segundo o diagnóstico que será apresentado pela CNA.

O estudo, conduzido pelo pesquisador Felipe Miranda de Souza Almeida, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP), discutirá fatores como a elevada rotatividade da mão de obra, a escassez de profissionais qualificados e a necessidade de aperfeiçoar políticas públicas voltadas à capacitação, à atração de talentos e ao aumento da eficiência do mercado de trabalho.

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