Estadão Blue Studio - Maior precisão e personalização mudam o tratamento do câncer

Maior precisão e personalização mudam o tratamento do câncer

Congresso Oncologia Américas 2026, promovido pela Rede Américas, discute novas terapias, riscos cardiovasculares e estratégias que colocam a experiência do paciente no centro do cuidado

15 de agosto de 2026

Maior precisão e personalização mudam o tratamento do câncer

Promovido pela Rede Américas, que é a segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, o Congresso Oncologia Américas 2026 aconteceu de 6 a 8 de agosto, em São Paulo, e reuniu mais de 200 palestrantes e cerca de 1.300 participantes em seis salas simultâneas.

O evento teve como objetivo tratar sobre temas relacionados aos diferentes tipos de tumores, pesquisa clínica, gestão, tecnologia e cardio-oncologia.

Para se ter uma ideia dos números, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano, entre 2026 e 2028.

Já no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 20,6 milhões de novos diagnósticos anuais e projeta que esse número poderá chegar a quase 35 milhões em 2050.

Felipe Moraes, oncologista clínico do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, destacou a importância do encontro. “O Congresso foi uma oportunidade para mostrar o quanto estamos avançados no tratamento dessas doenças aqui no Brasil e também em comparação aos grandes centros internacionais.”

Na plenária dedicada à área gastrointestinal, uma das principais discussões foi sobre a chegada de novas medicações para o tratamento de câncer de pâncreas, um tipo de tumor que até recentemente tinha poucas opções terapêuticas e resultados pouco eficazes.

Com a daraxonrasib, que faz parte do grupo de drogas experimentais voltadas para a mutação do gene KRAS, já é possível duplicar a sobrevida dos pacientes, segundo o estudo RASolute 302, publicado no New England Journal of Medicine em maio de 2026.

A programação incluiu, ainda, debates sobre o câncer de mama, novas estratégias terapêuticas, manejo de sintomas, qualidade de vida e sobrevivência após o câncer, reforçando a importância de colocar a paciente no centro das decisões e do cuidado.

A participação de oncologistas de diferentes regiões do País, como Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Salvador e Recife, ampliou a discussão ao trazer perspectivas sobre as diversas realidades da oncologia brasileira.

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