Urticária crônica espontânea: nova terapia disponível no Brasil aprimora o cuidado com a doença

Primeira terapia imunobiológica aprovada no mundo para crianças de 2 a 11 anos amplia perspectivas de controle da doença; nova diretriz internacional também incorpora avanços no manejo da condição

11 de junho de 2026

Urticária crônica espontânea: nova terapia disponível no Brasil aprimora o cuidado com a doença

Ainda pouco conhecida pela população, a urticária crônica espontânea (UCE) é caracterizada por coceira intensa, manchas avermelhadas que surgem sem aviso e desaparecem horas depois, inchaços nos lábios, nas pálpebras ou em outras partes do corpo.

Os sintomas podem persistir diariamente ou quase diariamente por mais de seis semanas,

Além disso, a doença afeta o sono, o desempenho escolar, a vida social e a saúde emocional de pacientes e familiares.

Agora, novos avanços científicos começam a mudar esse cenário, especialmente para crianças que até então não contavam com nenhuma terapia aprovada.

Em dezembro de 2025, o Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a aprovar uma terapia imunológica, que atua em mecanismos específicos da inflamação tipo 2, para o tratamento de crianças entre 2 e 11 anos com urticária crônica espontânea.

Poucos meses depois, a publicação da nova Diretriz Internacional para a Definição, Classificação, Diagnóstico e Manejo da Urticária passou a incluir a terapia entre as opções avançadas recomendadas para perfis específicos de pacientes.

A atualização da diretriz internacional reflete justamente essa evolução do conhecimento científico. O documento passou a considerar novas opções terapêuticas para pacientes com características específicas, incluindo aqueles que apresentam comorbidades relacionadas à inflamação tipo 2 ou baixos níveis séricos de imunoglobulina E (IgE).

Para especialistas, a mudança representa um passo importante rumo a abordagens mais individualizadas.

“Quando conseguimos compreender melhor os diferentes mecanismos envolvidos, passamos a enxergar uma doença heterogênea de forma mais precisa. Isso permite direcionar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, observa o Dr. Régis Campos, coordenador de Alergia e Imunologia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (C-Hupes) e presidente em exercício da Rede Urticária Brasil (Rubra).

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