Fenótipos raros e transfusões frequentes tornam a busca por sangue seguro um desafio para alguns pacientes hematológicos
5 de junho de 2026
Pacientes com enfermidades hematológicas, como anemia falciforme, talassemia, aplasia de medula, síndromes mielodisplásicas, costumam conviver com uma rotina de transfusões, mas, para parte dessas pessoas, encontrar sangue compatível não é uma tarefa simples.
Isso porque os tipos A, B, AB, O e o fator Rh, mais conhecidos da população, representam apenas uma parcela da compatibilidade sanguínea: atualmente, existem 48 sistemas de grupos sanguíneos reconhecidos.
Por isso, localizar uma bolsa segura depende de doadores com fenótipos sanguíneos raros, já que diferenças menos conhecidas entre as hemácias podem desencadear reações graves, dificultar novas transfusões e limitar tratamentos.
A médica Lilian Castilho, membro associada da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e professora e pesquisadora do Hemocentro da Unicamp, disse ao Diálogo Raro que encontrar sangue compatível pode se tornar um desafio para pacientes com doenças hematológicas complexas.
Vale ressaltar que a compatibilidade ampliada costuma ser necessária em pacientes que recebem transfusões frequentes ou já desenvolveram anticorpos contra antígenos eritrocitários.
Nesses casos, a análise vai além do ABO e do RhD, principal antígeno do sistema Rh usado na classificação do sangue como positivo ou negativo, e considera outros sistemas de grupos sanguíneos para reduzir o risco de aloimunização e hemólise.
As consequências podem ser graves e, em alguns casos, fatais. Quando o paciente recebe hemácias incompatíveis, o sistema imunológico pode destruir rapidamente as células transfundidas. O quadro pode provocar febre, dor, insuficiência renal, choque e hemólise aguda.
Também existem reações tardias, que aparecem dias ou semanas depois da transfusão, com queda inesperada da hemoglobina e piora clínica.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio.
Compatibilidade sanguínea vai muito além dos tipos A, B, AB e O
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