Tabagismo afeta além dos pulmões

Na Oncologia Américas, braço especializado da Rede Américas, cuidado começa antes do diagnóstico e médicos alertam para alterações persistentes na boca, garganta e sistema respiratório

30 de maio de 2026

Tabagismo afeta além dos pulmões

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), devem surgir cerca de 32 mil novos casos de tumores de pulmão por ano no Brasil entre 2026 e 2028.

Embora a doença esteja fortemente associada ao tabagismo, especialistas alertam que os efeitos do cigarro podem se manifestar na boca, na garganta e em outras regiões do corpo.

Ainda segundo as projeções, no triênio 2026-2028, a perspectiva é do surgimento de cerca de 17 mil novos casos anuais de câncer de cavidade oral no País.

O tabagismo está entre os principais fatores de risco da doença, especialmente quando associado ao consumo frequente de bebidas alcoólicas.

Na Oncologia Américas, braço da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, médicos chamam atenção para sintomas que não desaparecem com o tempo e reforçam a importância de observar alterações recorrentes no corpo, como uma afta que parece sem importância, a rouquidão que já virou parte da rotina e a tosse frequente atribuída ao clima seco ou ao cansaço. No meio da correria, pequenos desconfortos acabam sendo ignorados por tempo demais.

Fernando Vidigal, oncologista do Hospital Brasília e diretor regional da Oncologia Américas Brasília, alerta para o fato de que “muitos pacientes só procuram ajuda quando o problema interfere no dia a dia”.

Um dos casos da doença é de Lúcia Calheiros da Silva (foto), de 72 anos, jornalista, que começou a fumar aos 16 anos e passou décadas convivendo com o cigarro dentro e fora de casa. “Eu sou de uma geração para a qual fumar era sinal de liberdade. A mulher que tinha esse hábito era vista como moderna, independente.”

Trinta anos depois de fumar, Lúcia abandonou o cigarro e acreditava que os danos tinham ficado para trás. Até fazer uma tomografia de tórax de rotina. O exame mostrou uma mancha no pulmão. “Quando ouvi que podia ser câncer, foi um choque. A primeira sensação é de sentença de morte”, lembra.

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