Microcrédito entra no centro do debate sobre inclusão produtiva e desenvolvimento regional

No Meet Point Estadão Think, parlamentares e setor privado defendem atualização dos limites do programa para ampliar geração de renda e fortalecer pequenos negócios

31 de maio de 2026

Microcrédito entra no centro do debate sobre inclusão produtiva e desenvolvimento regional

Parlamentares e representantes do setor privado participaram do Meet Point Estadão Think para falar sobre o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que voltou ao centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e redução das desigualdades regionais.

Os convidados foram o senador Laércio Oliveira (PP-SE), o deputado federal Zé Neto (PT-BA) e Alexandre Borin, diretor de Crédito Consignado e Microcrédito do Itaú Unibanco, que conversaram sob a mediação da jornalista Camila Silveira.

Os participantes defenderam o fortalecimento da política pública e a atualização dos limites do programa, congelados desde 2019 – e reforçaram que o microcrédito deixou de representar apenas uma linha de financiamento e passou a ocupar papel estratégico na geração de renda e no desenvolvimento local, sobretudo em regiões mais vulneráveis do País.

O programa foi criado há quase duas décadas para ampliar o acesso ao crédito e estimular a inclusão produtiva no País.

Oliveira, relator do Projeto de Lei 1.472/2026, que propõe a obrigatoriedade de atualização anual do teto do programa no Senado, disse que a a política pública deve acompanhar a realidade econômica enfrentada pelos pequenos empreendedores. “Essas pessoas que acreditaram no microcrédito precisam repor seus estoques, ampliar sua atuação, para que não corram o risco de perder tudo o que construíram até aqui.”

Já Borin detalhou a operação do Itaú no segmento e explicou que a atuação da instituição alcança mais de 70% das cidades nordestinas e tem impacto relevante na autonomia financeira feminina. “A gente está falando de uma operação essencialmente comunitária. Mais de 70% dos empreendedores são mulheres.”

Muitos negócios, segundo o executivo, começam como estratégia de sobrevivência, mas passam a enxergar novas possibilidades de expansão ao longo do tempo. “O objetivo principal dessa pessoa, no começo, é a subsistência. Mas, ao longo da evolução do negócio, ela quer crescer, se desenvolver.”

Para Zé Neto, o debate precisa ir além da simples revisão dos valores disponíveis nas linhas de crédito e envolver uma integração maior entre iniciativas públicas e privadas. “O microcrédito não é só uma atualização de valores. Precisamos fortalecer a conexão entre os setores para melhorar o ambiente de negócios.”

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de Itaú.