Confea e Crea-SP usam inteligência de dados para nortear políticas públicas de infraestrutura

Fórum foi palco para assinatura do termo de compromisso da ponte interestadual entre São Paulo e Paraná e divulgação do índice Infra-BR

3 de abril de 2026

Confea e Crea-SP usam inteligência de dados para nortear políticas públicas de infraestrutura

Cerca de 4 mil profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) participaram do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, realizado em São Paulo, nos dias 27 e 28 de março.

Durante o evento, eles compartilharam conhecimento técnico e experiência, com o objetivo de antecipar as necessidades dos municípios brasileiros em infraestrutura e impactar de forma positiva a vida da população. O pilar do encontro foi a busca por soluções para a infraestrutura em todo o território nacional, orientada por dados atualizados e condizentes com a realidade

A engenheira e presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, e o engenheiro e presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinicius Marchese, assinaram o termo de compromisso da ponte interestadual entre os municípios de Florínea (SP) e Santa Mariana (PR), seguido da entrega do documento à secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, engenheira Natália Rezende.

Assinado anteriormente pelo presidente do Crea-PR, Glodomir Ascari, o documento permite o avanço do projeto considerado estratégico para a região, pois deve melhorar a integração entre os dois Estados e facilitar a mobilidade de pessoas, serviços e mercadorias.

A nova ligação sobre o Rio Paranapanema também tende a fortalecer a economia local, especialmente nas áreas ligadas à produção agrícola e ao comércio regional. A ponte faz parte de um convênio entre o Confea e os dois Estados para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).

Já a engenheira Natália Rezende disse que as obras, sejam de transportes e logística, saneamento básico, energia, habitação ou urbanismo, precisam ser feitas hoje para garantir o futuro da população. “A engenharia está presente em tudo o que precisamos para tirar as ideias do papel e transformá-las em soluções concretas, permitindo-nos transformar o que parece impossível em realidade.”

Com base nessa importância, Marchese reforçou a visão de que a engenharia não deve ser vista apenas como uma atividade técnica, mas como uma ferramenta fundamental de transformação social e melhoria da qualidade de vida da população. “Conseguimos mudar e impactar a vida das pessoas por meio de projetos”, disse.

Ele complementou esse raciocínio ao mencionar que a falta de engenharia prejudica diretamente o futuro das pessoas como, por exemplo, em casos de saneamento precário.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de Crea-SP.