Mesmo após o fim das inscrições do Sisu e do ProUni, o resultado da prova ainda pode ser utilizado para garantir vaga no ensino superior
29 de janeiro de 2026
No último dia 16 de janeiro, foi divulgado o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e os estudantes podem escolher a melhor forma de utilizar a nota para o ingresso no ensino superior.
Vale lembrar que duas possibilidades coordenadas pelo Governo Federal já tiveram os períodos de inscrições encerrados – o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni) -, mas já vários outros caminhos para quem deseja assegurar uma vaga no ensino superior ainda no primeiro semestre deste ano.
Uma opção promissora é consultar diretamente as universidades e faculdades privadas para verificar como a nota do Enem pode ser usada como critério de ingresso e também para a obtenção de descontos nas mensalidades.
Isso porque, dependendo da nota, é possível obter até uma bolsa integral.
“As universidades estão buscando talentos e optando por fazer também um investimento social. Esse é um avanço interessante”, analisa Katia Stocco Smole, doutora em Educação e diretora-executiva do Instituto Reúna, dedicado à transformação das políticas educacionais.
O Centro Universitário das Américas (FAM), por exemplo, dispensa a prova de ingresso para quem prestou o Enem de 2009 para cá, desde que a melhor nota obtida no período seja superior a 200 pontos, sem ter zerado em redação.
Quem obteve 950 pontos ou mais (incluindo redação) recebe bolsa integral, sem cobrança de mensalidades. Para os demais candidatos com nota suficiente no Enem, o desconto é de 59,6%.
Na Universidade Paulista (Unip), candidatos que prestaram o Enem a partir de 2015 estão dispensados de fazer a prova de admissão. Há uma tabela progressiva de descontos que utiliza como referência a melhor nota obtida no exame ao longo do período: entre 300 e 599 pontos (excluindo-se a redação), redução de 60% no valor das mensalidades do primeiro semestre e de 50% até o final do curso; de 600 a 749 pontos, 60% em todas as mensalidades; 750 ou mais pontos, bolsa integral.
Já Faculdade Anhanguera segue lógica semelhante: sem prova de ingresso para quem prestou o Enem nos últimos dez anos. Quem apresenta nota acima de 900 pontos (incluindo a redação) tem direito a bolsa integral. De 751 a 900 pontos, 60% de desconto; de 451 a 750 pontos, 15% de desconto; até 450 pontos, 10% de desconto.
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A nota do Enem é também uma opção para pleitear uma vaga no ensino superior em instituições fora do Brasil. A perspectiva mais clara envolve o acordo de cooperação que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, estabeleceu com diversas universidades portuguesas.
Iniciada em 2014, com apenas duas universidades, a parceria envolve hoje 26 instituições – a exemplo do que ocorre no Brasil, cada uma delas define as regras e os pesos para uso da nota do Enem. Um ponto que precisa ser verificado pelos candidatos são as especificações da legislação brasileira sobre a revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos estudantes formados em Portugal na área escolhida.
Importante ressaltar, também, que “ensino público” em Portugal não é sinônimo de “ensino gratuito”. As instituições públicas de ensino superior em Portugal, que reúnem cerca de 80% do total de matrículas no país, cobram taxas como forma de coparticipação nos custos. Os acordos com o Inep não preveem transferência de recursos nem financiamento estudantil pelo governo brasileiro.
Em universidades de outros países, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda e França, a nota no Enem pode ser considerada como um critério adicional de avaliação – sem substituir, no entanto, o processo convencional de seleção adotado em cada uma delas. Uma das vantagens das instituições portuguesas é a dispensa de comprovação de proficiência em inglês (ou em outros idiomas, como o francês, exigido pelas universidades da França).
Vale lembrar, ainda, que há mais uma possibilidade em aberto para uso da nota no Enem: a inscrição no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação, exclusivo para candidatos com renda familiar de até três salários-mínimos por pessoa. Além do critério de renda, só pode disputar uma das vagas nas instituições privadas que participam do programa quem obteve nota mínima de 450 pontos e acima de zero na redação do Enem.
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