Do total de resíduos sólidos urbanos produzidos no País, só 8,3% chegam à reciclagem e 41,8% do restante recebe destinação ambientalmente incorreta
3 de junho de 2025
O índice de reciclagem atual é de 7,2%, o melhor registrado nos últimos três anos, segundo dados da Circularity Gap Report 2025, recém-divulgado pela consultoria Deloitte e a organização Circle Economy.
Isso significa que, mesmo com todos os crescentes apelos por sustentabilidade e a necessidade urgente de agir contra o aquecimento global, a humanidade ainda não consegue lidar adequadamente com os resíduos que produz.
Há países que já alcançaram índices de reciclagem acima de 50%, como, por exemplo, Alemanha, França e Itália, mas a maioria registra números muito inferiores, como é o caso do Brasil.
No País, dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) mostram que apenas 8,3% das 81 milhões de toneladas de resíduos urbanos geradas anualmente chegam à reciclagem – enquanto 41,4% do restante continua recebendo destinação ambientalmente incorreta.
No Brasil, os materiais que não vão para a reciclagem têm como destino os aterros sanitários (50,3%), a queima nas propriedades (5,8%) e a disposição final inadequada, especialmente nos lixões a céu aberto (35,6%).
De acordo com o presidente da Abrema, Pedro Maranhão, o problema, no Brasil, não está na legislação sobre a gestão dos resíduos sólidos, que é considerada avançada. “Mas é preciso que as autoridades, sobretudo no âmbito municipal, respeitem a apliquem as leis e que, por seu lado, o Ministério Público e os Tribunais de Contas tomem as devidas medidas legais contra os administradores que ignoram as leis e continuam despejando irregularmente os resíduos em lixões, cometendo crime ambiental continuado.”
Apesar do número baixo de reciclagem no Brasil, há um exemplo bem-sucedido, nesse ramo: o das latas de alumínio de bebidas. O índice de reciclagem desse material, no ano passado, alcançou 99,7%, envolvendo 397 mil toneladas – e o motivo é a remuneração oferecida pelo trabalho de coleta e pelo material coletado, que atrai catadores autônomos e cooperativas.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio.
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