Estadão Blue Studio - Pesquisa da WeWork mostra que apenas 42% os brasileiros iriam ao escritório por vontade própria

Pesquisa da WeWork mostra que apenas 42% os brasileiros iriam ao escritório por vontade própria

Levantamento apresentado em São Paulo aponta que bem-estar supera salário e modelo presencial não convence trabalhador

13 de maio de 2026

Pesquisa da WeWork mostra que apenas 42% os brasileiros iriam ao escritório por vontade própria

O estudo A Experiência Laboral 2026 no Brasil, realizado pela WeWork em parceria com a consultoria Offerwise, com 2.500 profissionais de todo o País, mostra que o trabalho presencial voltou – mas pela força, não pelo convencimento.

De acordo com os dados, atualmente, 63% dos trabalhadores atuam no modelo presencial. Para 79% deles, porém, essa presença é uma regra imposta pelo empregador.

Quando a escolha é livre, o cenário muda radicalmente: apenas 42% optariam pelo presencial. O restante se dividiria entre modelos híbridos e remotos.

Os dados foram apresentados publicamente pela primeira vez no Brasil durante uma Mesa de Líderes realizada em São Paulo pelo presidente da WeWork para a América Latina, Claudio Hidalgo, uma das três presidências globais da companhia.

empresa está presente em mais de 39 países e 150 cidades, e recebe diariamente cerca de 124 mil pessoas em seus mais de 600 edifícios ao redor do mundo. Essa base de dados interna, cruzada com os resultados da pesquisa, sustenta o diagnóstico apresentado.

A grande barreira ao retorno voluntário ao escritório não é o trabalho em si — é o que ele exige antes e depois. O tempo de deslocamento é apontado por 65% dos entrevistados como o principal obstáculo, seguido pelo aumento dos gastos pessoais, citado por 53%.

Mas Beatriz Kawakami, head de Vendas da WeWork no Brasil, lembra que esse custo vai além da gasolina e do tempo no trânsito. “É deixar o filho em casa, é reorganizar toda a rotina. Antes, havia a flexibilidade de buscar o filho na escola no horário necessário. Hoje, não tem mais isso.”

Para ela, é justamente esse conjunto de renúncias invisíveis — e não apenas o deslocamento — que define o “custo silencioso” do presencial.

As principais queixas sobre o ambiente corporativo atual reforçam esse diagnóstico. Áreas barulhentas incomodam 57% dos profissionais, enquanto a falta de espaços de descanso é citada por 53%.

Quando as empresas investem em ambientes maiores e mais adequados, a satisfação sobe para 96%, indicando que o problema não é o escritório em si, mas um escritório despreparado para receber pessoas que agora têm uma alternativa concreta em casa.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de WeWork.