Dotz trabalha para virar empresa de tecnologia, mas mercado vê demora e ações caem 94% desde IPO

Companhia de programa de fidelidade abriu capital e investiu R$ 200 milhões na mudança.

11 de maio de 2023

Dotz trabalha para virar empresa de tecnologia, mas mercado vê demora e ações caem 94% desde IPO

A Dotz, uma empresa brasileira de programa de fidelidade, está passando por uma transformação para se tornar uma companhia de tecnologia que reúne marketplace e fintech. Desde o IPO em maio de 2021, a empresa arrecadou R$ 390,7 milhões, dos quais R$ 200 milhões foram direcionados para essa transformação. Embora alguns analistas vejam potencial no novo modelo de negócio da Dotz, eles relatam que os resultados estão demorando para chegar. Desde o IPO, as ações da empresa na B3 já caíram 94%.

Os analistas reconhecem que o momento atual é difícil para empresas de tecnologia em fase de investimento, especialmente para aquelas que trabalham com marketplace e fintechs, devido à aversão ao risco na concessão de crédito. No entanto, alguns projetos da Dotz não estão sendo executados na velocidade esperada, como a loja online própria do marketplace e a integração dos negócios da fintech de crédito Noverde. Outra crítica dos investidores é a queda no número de clientes ativos na área de cartão de crédito.

O fundador e presidente da Dotz, Roberto Chade, refuta as críticas e afirma que a mudança feita desde o IPO é “brutal”. Ele argumenta que a empresa está em processo de evolução, não mais de construção. Chade acrescenta que a receita por usuário vem crescendo devido à ampliação dos serviços oferecidos pela Dotz. Antes, o cliente entrava no programa de fidelidade, ganhava “dotz” quando fazia compras em um supermercado parceiro e trocava esses “dotz” por outro produto. Agora, ele ainda pode adotar um cartão de crédito com o qual é possível acumular “dotz”, pegar um empréstimo pessoal com a empresa e trocar os “dotz” por dinheiro.

Apesar das críticas, Chade afirma que a Dotz deve atingir o ponto de equilíbrio financeiro neste ano. Para isso, a empresa vem reduzindo gastos, o que inclui demissões recentes. Embora os resultados ainda não estejam à altura das expectativas dos investidores, Chade acredita que a empresa está no caminho certo e que a receita por usuário continuará crescendo.

Matéria produzida pelo jornalismo do Estadão e otimizada por IA. Fonte: www.estadao.com.br