Propósito de Marca: Pablo Toledo

Diretor de Comunicação e Marketing da BYD

2 de maio de 2024

Propósito de Marca: Pablo Toledo

O propósito de marca é um elemento fundamental na construção de uma identidade empresarial sólida e relevante no cenário atual. Compreender como as marcas se conectam com seu propósito e o universo tecnológico é essencial para se manterem relevantes e competitivas. Nesta nova série de entrevistas, o Estadão Blue Studio reuniu uma seleção exclusiva de executivos do mercado para compartilharem suas perspectivas sobre como as marcas estão alinhando seu propósito com as demandas e oportunidades oferecidas. Prepare-se para mergulhar em insights valiosos.  #aproveiteoconteúdo

1) Ter um propósito é moda, detalhe ou fundamental?

No caso da BYD, é vital. E não só para nós. Pro planeta. Quando um exército de mais de 100 mil profissionais de pesquisa e desenvolvimento se dedica à missão de diminuir a temperatura da Terra em um grau, o norte, claramente, não é só comercial.

2) Toda marca tem um propósito?

Tem. Muitas sinalizam mais uma intenção do que um objetivo. Poucas transformam o propósito em obsessão. E raras se comprometem no próprio nome a construir sonhos.

3) Como uma companhia descobre e difunde seu propósito?

Penso que criar um negócio exige, para além da definição do destino, a proposta de qual será – e como será – o caminho. Se a companhia precisa descobrir seu propósito, temos uma anomalia congênita, algo que deveria ser diagnosticado antes do nascimento. Quanto à amplificação, não vejo forma mais eficaz do que ser verdadeiro. Em qualquer plataforma que seja.

4) Quem não tem um propósito claro está perdendo competitividade?

Quem não tem um propósito claro está competindo contra si mesmo. E alimentando o termo propósito como um jargão cansado do universo corporativo, usado desenfreadamente pelo marketing.

5) Uma empresa que torna público o seu propósito, se torna mais forte ou vulnerável?

Tornar público o propósito é uma condição sine qua non. A vulnerabilidade de uma empresa pode derivar de falhas do processo, nunca do propósito. Ou não há razão para que esta empresa exista.