Leucemia linfoblástica aguda: diagnóstico, desafios e avanços no tratamento

Rara e agressiva, a leucemia linfoblástica aguda (LLA) exige diagnóstico rápido e terapias específicas, mas novas abordagens podem mudar as perspectivas dos pacientes no Brasil

23 de janeiro de 2026

Leucemia linfoblástica aguda: diagnóstico, desafios e avanços no tratamento

“Por ser uma doença rara e mais comum em pessoas jovens, às vezes o médico não desconfia logo. Isso atrasa o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento”, explica o hematologista Wellington Fernandes da Silva Júnior, em relação à Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA).

Para se ter uma ideia sobre os dados relacionados à leucemia, que é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos (as células de defesa do sangue), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, entre 2023 e 2025, tenham ocorrido cerca de 11.540 novos casos por ano, com risco estimado de pouco mais de 5 casos por 100 mil habitantes.

Entendendo a doença

Existem dois grandes grupos – leucemias mieloides e linfoides – e, dentro deles, formas agudas e crônicas.

“As leucemias crônicas têm geralmente melhor prognóstico e costumam ser tratadas com comprimidos. Já as agudas são mais agressivas, caracterizadas por uma proliferação rápida de células imaturas na medula óssea e no sangue”, diz Wellington.

Entre os subtipos agudos, a LLA é desafiadora. “Ela é uma leucemia do linfoblasto, a célula precursora dos linfócitos, essenciais para a defesa do organismo. Quando esse precursor se multiplica de modo anormal, temos a doença.”

A LLA é mais frequente em crianças, mas pode acometer adultos e idosos, e os pacientes podem manifestar fraqueza, fadiga, manchas roxas na pele e aumento de linfonodos.

Vale destacar que o diagnóstico da LLA é complexo e depende de exames específicos, muitas vezes disponíveis apenas em centros de referência. Tradicionalmente, o tratamento envolve quimioterapia combinada por vários meses, seguida de uma fase de manutenção com medicação oral que pode durar até dois anos.

Nos últimos anos, novas terapias imunológicas vêm mudando esse cenário. Entre elas está o anticorpo biespecífico, que conecta células de defesa às células doentes, permitindo que o próprio sistema imunológico do paciente elimine o câncer.

No Brasil, antes de um novo medicamento ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde, ele passa por avaliação da Conitec, equipe responsável por analisar evidências científicas e custo-benefício.

“O objetivo é que pacientes adultos e pediátricos com diagnóstico de LLA-B tenham acesso a um tratamento que já demonstrou benefícios clínicos expressivos em estudos internacionais¹¹”, afirma Alejandro Arancibia, diretor médico da Amgen Brasil.

Arancibia destaca ainda que a incorporação de terapias inovadoras no SUS pode ampliar o acesso a tratamentos mais modernos e menos tóxicos. “O avanço da medicina não pode ser privilégio de poucos. Nosso papel é contribuir para que a ciência se transforme em acesso e qualidade de vida para todos os pacientes.”

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