Como São Paulo redesenha a educação pública para uma geração hiperconectada

De alfabetização na idade certa a intercâmbio internacional e acesso ao ensino superior, programas do Estado buscam combinar aprendizado, permanência e perspectiva profissional

14 de maio de 2026

Como São Paulo redesenha a educação pública para uma geração hiperconectada

Manter os jovens engajados e convencidos de que a educação continua sendo um caminho concreto de mobilidade social se tornou um desafio quando o assunto é educação pública.

O desafio, que vai além do aprendizado tradicional, surge a partir de mudanças que incluem um ambiente marcado por hiperconectividade, excesso de estímulos e transformação acelerada do mercado de trabalho.

Com isso, os estudantes acabam se dispersando não apenas em sala de aula, mas no uso de redes sociais, no consumo fragmentado de informação e nas novas expectativas profissionais – que exigem dos sistemas educacionais repensem não apenas métodos pedagógicos, mas também formas de permanência e conexão dos alunos com a escola.

Durante a São Paulo Innovation Week (SPIW), um debate sobre os desafios da educação contou com a presença de Michel Minerbo, subsecretário de Planejamento da rede escolar da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

“Nosso cérebro funciona com dois sistemas. Um é voltado ao raciocínio rápido, responsivo. Outro é o que gera aprendizagem e demanda esforço cognitivo. Hoje, somos bombardeados por informações rápidas, o que leva um dos sistemas a ficar sobrecarregado – e atrapalha na aprendizagem”, disse o subsecretário.

“Dentro desse contexto, buscamos adaptar o currículo não só para utilizar os recursos de tecnologia para alavancar a aprendizagem, mas também fazer com o que o aluno se engaje cada vez mais e entenda como o mundo opera”, completou.

Em relação a essas mudanças, o Governo de São Paulo responde a partir de uma combinação entre recomposição da aprendizagem, ampliação de oportunidades acadêmicas e criação de programas voltados à empregabilidade e à ampliação de experiências acadêmicas e culturais para os estudantes da rede pública.

A lógica é construir uma trajetória contínua de desenvolvimento, que começa na alfabetização e avança até o acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho.

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