Estatísticas comprovam que componentes socioeconômicos impactam o tratamento do câncer; nova lei busca reduzir desigualdades
10 de fevereiro de 2025
Para as mulheres, principalmente para as negras, indígenas e de baixa renda, há barreiras maiores que as colocam em desvantagem quando o assunto é cuidado oncológico.
As estatísticas revelam que, no Brasil, diversos componentes socioeconômicos impactam não apenas a possibilidade de um rápido diagnóstico, mas também o acesso a um tratamento mais efetivo e humanizado.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que ocorram 704 mil novos diagnósticos da doença no Brasil para o ano de 2025. As mulheres negras têm 57% de chance a mais de morrer de câncer de mama do que as brancas, por exemplo.
Elas também enfrentam um tipo particularmente agressivo da doença: o triplo-negativo (TNBC). Esse subtipo, que não responde aos tratamentos hormonais tradicionais, exige intervenção rápida e terapias específicas.
Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co, maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, e presidente do Instituto Oncoclínicas, falou sobre as dificuldades no processo de tratamento.
“Em muitos locais, a sobrevida de um paciente com câncer pode ser influenciada por acesso a uma vaga em um hospital, um simples transporte, vacinação ou mesmo uma renda que dê o suporte necessário para tratamentos mais agressivos, como uma nutrição adequada.”
Para garantir o acesso equânime e integral ao cuidado oncológico para todos os brasileiros, a Lei 14.758/23 institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do SUS. O foco é prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento dos pacientes, por meio de uma estruturação de um sistema de dados, para registrar informações sobre a doença em nível nacional.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio.
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