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Método de nutrição criado em São Paulo mede maturidade do paciente antes da alta
Por SAFTEC DIGITAL

Método de nutrição criado em São Paulo mede maturidade do paciente antes da alta

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 20 de julho de 2026

Escala de cinco níveis desenvolvida pelo nutricionista esportivo Lucas Peralles define quando o paciente está pronto para manter resultado sem acompanhamento.

Um método de nutrição desenvolvido em São Paulo estabelece critério objetivo para uma decisão que costuma ser informal no setor, o momento de encerrar o acompanhamento de um paciente. No Método LP, criado pelo nutricionista esportivo Lucas Peralles, a alta não é definida por prazo de contrato nem por meta de peso, e sim por uma escala de cinco níveis de maturidade comportamental, aplicada na Clínica Peralles, no Tatuapé, zona leste da capital paulista.

No primeiro nível da escala, o paciente atribui as dificuldades a fatores externos, como genética e rotina. No segundo, executa o plano apenas enquanto está motivado. No terceiro, mantém consistência quando tem estrutura de apoio, mas oscila sem ela. A alta só é considerada a partir do quarto nível, quando o paciente sustenta resultado e corrige a própria rota sem supervisão. O quinto descreve quem, além de manter o padrão, influencia positivamente o ambiente ao redor.

Critério de alta

“Alta não é uma data no calendário, é um estado”, afirma Lucas Peralles. Pela régua do método, o paciente pode iniciar o processo em qualquer nível, mas só é liberado quando opera, no mínimo, no quarto. Entre os pontos avaliados estão a capacidade de manter consistência em semanas adversas, o domínio dos próprios gatilhos alimentares e a sustentação do processo dentro da rotina real, com vida social, viagens e imprevistos.

A avaliação se apoia em três frentes que o método trata como inseparáveis. A autonomia metabólica mede a capacidade de manter parâmetros como peso, glicemia e sono com mínima fricção. A autonomia comportamental verifica se o paciente executa o combinado sem supervisão, incluindo planejamento e gestão de decisões alimentares no dia a dia. A autonomia emocional-alimentar avalia se ele diferencia fome de emoção e desejo de impulso, ponto em que boa parte dos processos de emagrecimento falha.

Fases com objetivos distintos

Antes de chegar à alta, o paciente percorre três fases com metas e riscos mapeados. A primeira concentra a redução de gordura e a organização da rotina, etapa em que o risco predominante é a tentativa de mudar tudo de uma vez, seguida de desistência. A segunda trabalha o ganho de massa muscular com liberdade alimentar controlada e funciona como teste de comportamento, já que a flexibilidade sem estrutura tende a desorganizar o processo.

A terceira fase, chamada de consolidação, expõe deliberadamente o paciente a cenários adversos, como viagens, feriados e semanas fora do padrão. O objetivo é verificar se a rotina construída resiste fora do ambiente controlado, com correção de rota em até 72 horas após um desvio e mínimos inegociáveis definidos para os períodos difíceis. O desempenho nessa etapa alimenta a classificação na escala de maturidade e antecipa ou adia a decisão de alta.

Pós-alta e retorno

O desenho do método também disciplina o que acontece depois do desligamento. O retorno de um paciente é previsto em duas situações: manutenção pontual, com checagem de rotina, exames e ajustes finos, ou novo objetivo, como uma fase de ganho de massa ou de performance. Retornos motivados por insegurança recorrente são tratados como sinal de que a autonomia não se consolidou e reabrem o processo em vez de gerar consultas avulsas.

Estrutura integrada

Na Clínica Peralles, o processo reúne nutrição, treino e acompanhamento médico em uma jornada única, com etapas definidas e critérios comuns registrados em manual interno. A consulta de nutrição abre o atendimento, com leitura metabólica e comportamental. Educador físico e médica nutróloga atuam nas etapas seguintes, sob a mesma direção clínica, e a dermatologia entra em pontos específicos, sem desviar o foco do processo principal.

Segundo Lucas Peralles, o modelo reduz contradições entre profissionais e sustenta o objetivo central do método: formar pacientes capazes de operar a própria saúde. “Se o paciente sai dependente, nós falhamos”, resume. Para o setor de nutrição esportiva, o critério aponta uma mudança de métrica, do peso perdido durante o acompanhamento para o resultado que permanece depois dele.

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