Holding ou offshore? Confira com Rodrigo Pimentel Advogado, como profissionalizar a sucessão do seu negócio
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 15 de abril de 2026
Descubra como estruturar a sucessão do seu negócio com estratégia, segurança e visão global para proteger e perpetuar seu patrimônio.
A holding é, hoje, o ponto de partida para empresários que desejam organizar patrimônio e preparar a sucessão. Entretanto, segundo Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, a discussão moderna não se limita à economia tributária, mas à construção de uma arquitetura societária capaz de garantir continuidade, segurança e governança familiar.
Assim sendo, a estratégia envolvida na escolha entre abrir uma holding ou uma offshore tornou-se ainda mais crucial. Interessado em saber mais sobre? Continue a leitura e entenda como essas estruturas podem se complementar e elevar o nível da sucessão empresarial.
O que é uma holding e qual seu papel na sucessão?
A holding funciona como uma empresa que centraliza participações societárias e bens, conforme ressalta o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, sócio do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados. Dessa maneira, no contexto sucessório, ela organiza o patrimônio e facilita a transferência de controle entre gerações, reduzindo conflitos e trazendo previsibilidade jurídica.
Com isso, a holding representa o primeiro passo na profissionalização da sucessão, pois transforma ativos dispersos em uma estrutura organizada. Isso permite que regras de governança sejam estabelecidas previamente, evitando disputas familiares futuras. Além disso, de acordo com o Dr. Lucas Gomes Mochi, também sócio do escritório, a holding possibilita a antecipação da sucessão ainda em vida, com planejamento estruturado. Essa dinâmica reduz a dependência de processos judiciais e garante maior controle sobre o destino do patrimônio empresarial.
A offshore substitui a holding ou complementa a estratégia?
A offshore não substitui a holding, mas amplia seu alcance. Como destaca Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, trata-se de uma empresa constituída fora do Brasil, que pode assumir o controle de ativos internacionais ou até mesmo de estruturas brasileiras.
Desse modo, a offshore representa uma evolução estratégica da holding tradicional. Ao deslocar o controle societário para fora do país, o empresário cria uma camada adicional de proteção e eficiência sucessória. Essa estrutura permite que o patrimônio seja gerido sob regras internacionais, reduzindo a exposição a riscos jurídicos locais. Ademais, segundo o Dr. Lucas Gomes Mochi, ela também viabiliza uma sucessão mais fluida, sem a necessidade de inventários longos e custosos, como ocorre no modelo tradicional.
Quais são as principais diferenças práticas entre holding e offshore?
Embora ambas tenham objetivos semelhantes, suas aplicações são distintas. Dessa forma, a escolha depende do perfil do empresário e da estrutura patrimonial envolvida. Isto posto, a seguir, separamos os principais pontos nos quais cada uma se diferencia:
Jurisdição: a holding opera no Brasil, enquanto a offshore atua em ambiente internacional mais estável;
Sucessão: a holding reduz custos e conflitos, mas ainda pode envolver ITCMD e inventário;
Blindagem: a offshore oferece proteção superior ao deslocar o controle societário para fora do país;
Eficiência tributária: a offshore permite maior flexibilidade estrutural, desde que bem planejada;
Governança: ambas permitem organização, mas a offshore amplia o nível de profissionalização.
Após essa comparação, torna-se evidente que a holding resolve problemas internos, enquanto a offshore posiciona o patrimônio em uma lógica global. Essa combinação cria uma arquitetura mais robusta e preparada para o futuro.
Por que manter patrimônio na pessoa física é um risco?
A manutenção de ativos em nome da pessoa física ainda é comum, mas representa um dos maiores riscos patrimoniais. Esse modelo expõe o empresário a tributação elevada, conflitos sucessórios e perda de controle. Inclusive, o maior problema não é o imposto, mas a vulnerabilidade estrutural.
De acordo com o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, em alguns países, como os Estados Unidos, a ausência de planejamento pode gerar tributação sucessória de até 40% sobre o patrimônio. Ademais, a sucessão via pessoa física costuma depender de inventário judicial, o que pode bloquear ativos por anos. Ou seja, no final, esse cenário compromete a continuidade do negócio e pode gerar perdas financeiras relevantes.
O futuro da sucessão empresarial está na arquitetura societária
Em última análise, a evolução do planejamento sucessório aponta para uma combinação entre a holding e a offshore. Logo, não se trata de escolher entre uma ou outra, mas de estruturar o patrimônio de forma inteligente e integrada, conforme frisa Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional. Assim sendo, a inovação estrutural é o verdadeiro diferencial competitivo. E empresários que adotam essa visão conseguem proteger seu patrimônio, reduzir riscos e garantir a continuidade do negócio de forma estratégica.
A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Saftec