ID CTVM avalia a maior presença de fundos de pensão no crédito privado estruturado
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de agosto de 2026
Nova resolução da Previc cria critérios específicos para investimento de entidades de previdência complementar em Fiagros, em meio a uma rentabilidade média de 13,23% registrada pelos fundos de pensão em 2025
Os fundos de pensão brasileiros, responsáveis por administrar a poupança previdenciária de milhões de trabalhadores vinculados a planos de benefícios corporativos, vêm ampliando gradualmente sua exposição a instrumentos de crédito privado estruturado. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) atualizou recentemente suas regras de investimento por meio da Resolução Previc 26/2025, que revisa o arcabouço anterior e traz ajustes relevantes para a forma como essas entidades selecionam gestores e estruturam suas carteiras, incluindo uma nova subseção dedicada especificamente a critérios de seleção para investimentos em Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, os Fiagros.
A criação de critérios próprios para esse tipo de veículo reconhece a crescente relevância que o crédito estruturado ligado ao agronegócio vem ganhando nas carteiras de entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs), tradicionalmente mais conservadoras em sua política de alocação, mas que buscam diversificação e rentabilidade real diante de um cenário de juros ainda elevados. O relatório de gestão da Previc apontou rentabilidade média de 13,23% para os fundos de pensão em 2025, resultado que reforça o apetite dessas entidades por ativos capazes de sustentar retornos consistentes ao longo de horizontes de investimento de longo prazo, característica compatível com o perfil de muitas estruturas de crédito privado.
Exigências de governança mais rigorosas para investidores institucionais
A nova resolução também formalizou parâmetros qualitativos de conduta no processo de investimento das entidades de previdência complementar, estabelecendo princípios explícitos de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez e transparência a serem observados na seleção de ativos e gestores. Para fundos estruturados como FIDCs e Fiagros, essa formalização se traduz em exigências mais claras sobre a qualidade da informação disponibilizada por administradores fiduciários e gestores, elemento essencial para que uma entidade de previdência complementar consiga demonstrar, perante seus próprios órgãos de fiscalização, a adequação de cada investimento realizado.
Para Saudir Filimberti, diretor da ID CTVM, a chegada de fundos de pensão a estruturas de crédito privado eleva o padrão de exigência técnica de toda a indústria:
“Um fundo de pensão não aloca recursos em uma estrutura de crédito privado da mesma forma que um investidor de varejo. Existe um processo de due diligence extremamente detalhado, que avalia desde a qualidade da originação dos ativos até a solidez da governança do administrador fiduciário responsável pela operação. Quando esse tipo de investidor institucional decide alocar recursos em um Fiagro ou em um FIDC, isso funciona como um selo de qualidade para toda a estrutura, mas também exige de nós um nível de transparência e rastreabilidade ainda maior do que o praticado com outros perfis de cotistas”
A ID CTVM atua na administração fiduciária e custódia de fundos estruturados que contam com participação de investidores institucionais, incluindo entidades de previdência complementar, fornecendo relatórios detalhados de composição de carteira e acompanhamento de indicadores de risco compatíveis com as exigências regulatórias aplicáveis a esse perfil de investidor.
Diversificação previdenciária amplia o alcance da economia real
A ampliação da presença de fundos de pensão em estruturas de crédito privado também representa um canal adicional de conexão entre a poupança previdenciária de longo prazo e o financiamento da economia real brasileira. Recursos que, historicamente, se concentravam predominantemente em títulos públicos e renda fixa bancária tradicional passam a financiar, ainda que de forma gradual, operações ligadas a setores como o agronegócio, a infraestrutura e o crédito corporativo, ampliando o impacto econômico da poupança previdenciária administrada por essas entidades.
Essa diversificação, no entanto, avança de forma criteriosa, respeitando os limites de alocação e os parâmetros de risco estabelecidos pela regulamentação previdenciária, que impõe restrições proporcionalmente mais rígidas do que as aplicáveis a outros perfis de investidores institucionais, reflexo da natureza de longuíssimo prazo e da função social que a poupança previdenciária desempenha para os participantes desses planos.
Perspectivas para a próxima fase de alocação institucional
Com a Previc consolidando um arcabouço regulatório mais claro para a seleção de investimentos em crédito privado estruturado, a expectativa do mercado é que um número crescente de entidades de previdência complementar avalie a inclusão de FIDCs e Fiagros em suas carteiras nos próximos anos, sempre condicionada à qualidade da governança e da transparência oferecida pelos administradores fiduciários responsáveis por essas estruturas. Esse movimento reforça a importância de instituições capazes de sustentar, de forma consistente, os padrões de rastreabilidade e prestação de contas exigidos por esse perfil de investidor institucional.
Critérios ambientais, sociais e de governança ganham peso na seleção de ativos
A revisão promovida pela Previc também ampliou as exigências relacionadas à análise de riscos ambientais, sociais e de governança na seleção de investimentos, com prazos de adequação escalonados até 2027 e 2028 conforme o porte de cada entidade. Para fundos ligados ao agronegócio, essa camada adicional de análise tende a valorizar estruturas capazes de demonstrar práticas consistentes de rastreabilidade da origem dos ativos e de conformidade ambiental na cadeia produtiva que sustenta os recebíveis financiados, o que deve reforçar ainda mais a relevância da auditoria de lastro como ferramenta de due diligence para esse perfil de investidor.
Administradores fiduciários que conseguem consolidar, de forma organizada e acessível, informações relacionadas a esses critérios ampliados de análise tendem a ocupar posição mais favorável na disputa por alocações de entidades de previdência complementar, à medida que esse processo de adequação regulatória avança ao longo dos próximos anos.
Sobre a ID CTVM
A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.
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