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Governança corporativa vira fator decisivo de crédito para empresas brasileiras em 2026, avalia Márcio Pires de Moraes
Por SAFTEC DIGITAL

Governança corporativa vira fator decisivo de crédito para empresas brasileiras em 2026, avalia Márcio Pires de Moraes

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 31 de julho de 2026

Bancos e fundos de investimento passam a exigir controles internos mais rígidos antes de liberar capital, em um ano marcado por transição tributária e volatilidade macroeconômica.

O acesso ao crédito corporativo no Brasil está cada vez mais atrelado à qualidade da governança interna das empresas. Instituições financeiras têm concedido condições melhores de financiamento para companhias com controles formais estabelecidos, enquanto fundos de venture capital e private equity tratam a ausência de governança mínima como fator eliminatório em praticamente qualquer negociação de investimento.

Márcio Pires de Moraes, profissional com atuação em gestão estratégica e governança corporativa, diz que esse movimento reflete uma mudança de postura do mercado financeiro brasileiro diante de um cenário de maior volatilidade. Segundo ele, empresas que ainda tratam a governança como formalidade burocrática tendem a perder competitividade justamente no momento em que o custo de capital segue elevado.

Transição tributária eleva peso da disciplina financeira

O ano de 2026 combina fatores que pressionam as empresas a reforçar seus mecanismos internos de controle: a fase de testes da reforma tributária, o ciclo eleitoral, que costuma gerar incerteza no ambiente de negócios, e a expectativa de queda gradual da Selic, concentrada principalmente no segundo semestre. Executivos financeiros consultados por veículos especializados apontam a integração entre governança e resiliência financeira como uma das principais prioridades corporativas do ano.

Para Márcio Pires de Moraes, essa combinação de fatores torna a governança corporativa menos opcional do que em ciclos econômicos anteriores. Ele avalia que empresas com processos de decisão bem documentados e responsabilidade clara entre stakeholders tendem a atravessar a volatilidade com menos ruído em relação a fornecedores, investidores e credores.

Digitalização aumenta volume de dados e exige mais controle

O avanço da digitalização nas empresas brasileiras também eleva a complexidade da governança, à medida que cresce o volume de dados financeiros gerados internamente. Bancos e agências de rating, ao avaliarem o risco de crédito de instituições financeiras e empresas não financeiras, monitoram continuamente a qualidade da governança como parte central da análise, junto a indicadores tradicionais de desempenho e endividamento.

Márcio Pires de Moraes destaca que rastreabilidade e confiabilidade das informações financeiras se tornaram tão relevantes quanto os próprios resultados operacionais da empresa. Na visão dele, companhias que não investem em sistemas robustos de governança de dados correm risco de perder terreno em negociações de crédito, mesmo apresentando bons indicadores de receita.

Empresas em crescimento sentem o efeito primeiro

Negócios em fase de expansão costumam ser os primeiros a esbarrar nessa exigência. Fundos de investimento raramente aportam capital em empresas sem estrutura mínima de governança, o que obriga companhias em crescimento a formalizar processos de decisão antes mesmo de atingir maturidade operacional plena.

Segundo Márcio Pires de Moraes, essa antecipação tende a ser vantajosa no médio prazo. Ele pondera que empresas que implementam governança ainda em estágio inicial evitam retrabalho e ganham agilidade quando chega o momento de negociar crédito ou atrair investidores institucionais.

Um ano que testa a maturidade de governança das empresas brasileiras

A combinação entre reforma tributária, ciclo eleitoral e exigência crescente de investidores e credores torna 2026 um período decisivo para a governança corporativa no Brasil. Márcio Pires de Moraes conclui que companhias capazes de demonstrar controles internos sólidos tendem a acessar crédito em condições mais vantajosas, justamente no momento em que o custo de capital segue como um dos principais desafios do ambiente de negócios brasileiro.

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