EBS – Empresa Brasileira de Saneamento analisa a importância do planejamento contínuo no esgotamento sanitário de municípios turísticos
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 19 de agosto de 2026
Cidades litorâneas como Porto Belo têm economia ligada à qualidade ambiental de praias e rios, o que reforça a relevância de investimentos constantes em saneamento.
Investir em coleta e tratamento de esgoto costuma ser tratado como despesa de infraestrutura, mas o tema também tem uma dimensão econômica mais ampla, especialmente em municípios cuja economia está associada à qualidade ambiental de praias, rios e áreas de lazer. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) mostram que apenas 55,4% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede coletora de esgoto, índice que cai para 3,5% nas áreas rurais. Do volume total gerado no país, 51,8% recebe algum tipo de tratamento, percentual que sobe para 85,2% quando considerado apenas o esgoto efetivamente coletado. A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento analisa que, em municípios litorâneos como Porto Belo, em Santa Catarina, cuja economia é fortemente ligada ao turismo, o planejamento contínuo em saneamento tende a agregar valor tanto ambiental quanto econômico ao longo do tempo.
Dados nacionais mostram desafio amplo de cobertura
O cenário nacional de esgotamento sanitário reflete um desafio estrutural que atravessa municípios de diferentes portes e regiões. A diferença entre os índices de coleta e de tratamento evidencia que ampliar a infraestrutura de captação segue sendo tão relevante quanto expandir a capacidade das estações de tratamento já existentes. Nas áreas urbanas, o índice de cobertura por rede coletora chega a 60,9%, o que mostra que, mesmo em regiões mais densamente povoadas, ainda há espaço considerável para avançar na universalização do serviço.
Esse tipo de desafio não é exclusivo de nenhuma cidade específica, mas tende a pesar de forma diferente conforme as características econômicas de cada território. Em municípios cuja atividade econômica depende diretamente da qualidade de praias, rios e áreas verdes, o tema ganha uma camada adicional de relevância estratégica, para além da obrigação regulatória prevista em lei. Isso não significa que essas cidades estejam em situação distinta das demais, mas que o retorno do investimento em saneamento tende a ser percebido de forma mais direta pela população e pelo setor produtivo local.
Planejamento financeiro contínuo favorece a execução das obras
A Norma de Referência nº 8/2024, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), estabelece mecanismos de acompanhamento das metas de universalização por município e por prestação regionalizada, com o objetivo de que 90% da população brasileira tenha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto até o fim de 2033.
A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento comenta que municípios que distribuem investimentos em saneamento ao longo do tempo, de forma planejada e antecipada, tendem a ter mais flexibilidade na negociação com fornecedores, financiadores e operadores especializados, além de conseguir adequar o ritmo das obras à capacidade orçamentária disponível a cada ano. Esse tipo de planejamento também facilita a etapa de licenciamento ambiental, já que projetos bem estruturados desde o início costumam avançar com mais previsibilidade junto aos órgãos responsáveis.
Turismo e meio ambiente têm relação direta com saneamento
Em cidades como Porto Belo, a receita ligada ao turismo está associada à percepção de qualidade ambiental de praias e corpos hídricos, o que torna o esgotamento sanitário uma variável relevante também para o planejamento econômico local, e não apenas para o orçamento de obras de infraestrutura.
A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento reforça que, em municípios litorâneos, a sazonalidade turística amplia a população em determinados períodos do ano, o que exige planejamento financeiro e operacional compatível com esse comportamento cíclico, e não apenas com a média anual de demanda. Esse tipo de planejamento contribui diretamente para preservar a atratividade turística ao longo de todas as temporadas.
Continuidade operacional sustenta o valor do investimento
Diferente de outros tipos de investimento em infraestrutura, o esgotamento sanitário mantém sua relevância mesmo depois de concluída a obra. Estações de tratamento e redes coletoras exigem acompanhamento operacional constante para manter os índices de eficiência conquistados ao longo do tempo, sobretudo em períodos de maior demanda, quando o sistema opera mais próximo de sua capacidade máxima.
A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento explica que tratar o saneamento como um investimento contínuo favorece tanto a preservação ambiental quanto a estabilidade da economia local em municípios que dependem da qualidade de praias e áreas de lazer para sustentar sua atividade turística ao longo do ano.
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