NAvegue pelos canais

Diante da renovação de frotas corporativas, Rodrigo Balassiano, da ID CTVM, vê espaço para o crédito estruturado via FIDCs
Por SAFTEC DIGITAL

Diante da renovação de frotas corporativas, Rodrigo Balassiano, da ID CTVM, vê espaço para o crédito estruturado via FIDCs

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 4 de setembro de 2026

Empresas de locação de veículos e equipamentos recorrem a fundos lastreados em contratos de leasing operacional para acelerar a renovação de frotas sem comprometer capital de giro, movimento que amplia a presença do setor automotivo e de bens de capital no universo do crédito privado

A renovação de frotas corporativas, seja de veículos leves, caminhões ou máquinas e equipamentos utilizados na operação industrial, exige aporte de capital relevante em um intervalo de tempo relativamente curto. Para companhias de locação e para empresas que mantêm frotas próprias, o desafio de financiar essa renovação se tornou mais evidente em um cenário de juros ainda elevados, no qual o custo de linhas bancárias tradicionais de financiamento de bens de capital pesa de forma mais significativa sobre o resultado das operações.

Nesse contexto, ganham espaço estruturas de crédito privado lastreadas nos contratos de locação e leasing operacional firmados entre as empresas de frota e seus clientes finais. Ao ceder o direito de receber as parcelas mensais desses contratos a um fundo estruturado, a locadora antecipa parte da receita futura, obtendo recursos que podem ser destinados à aquisição de novos veículos ou equipamentos sem depender integralmente de financiamento bancário convencional.

Contratos de locação de longo prazo oferecem previsibilidade ao fundo

Diferentemente de recebíveis comerciais de curto prazo, como duplicatas, os contratos de locação e leasing operacional costumam ter prazos mais longos e parcelas fixas ao longo de vários anos, característica que confere maior previsibilidade ao fluxo de caixa que lastreia o fundo. Essa previsibilidade, no entanto, é acompanhada por um risco específico do setor: a depreciação dos ativos que servem de garantia complementar à operação, fator que exige acompanhamento técnico da condição física e do valor de mercado da frota ao longo do tempo.
Para Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, a estruturação de fundos lastreados em contratos de locação de frotas exige um administrador capaz de compreender tanto a dinâmica financeira do setor quanto as particularidades da gestão de ativos físicos.

“Um contrato de locação de veículos ou equipamentos tem uma dinâmica diferente de um recebível comercial tradicional, porque o bem que sustenta a operação também está sujeito à depreciação e à necessidade de manutenção. Um administrador fiduciário que atua nesse segmento precisa acompanhar não apenas o fluxo financeiro dos contratos, mas também indicadores relacionados à condição e ao valor de mercado da frota que compõem a garantia da estrutura”, explica o executivo.

A ID CTVM atua como administradora fiduciária e custodiante de fundos estruturados voltados a diferentes setores da economia real, entre eles operações lastreadas em contratos de locação de frotas e equipamentos, aplicando a esses ativos os mesmos processos de auditoria de lastro e conciliação em tempo real utilizados em estruturas de outros segmentos sob sua administração.

Setor de locação amplia demanda por capital de giro estruturado

O crescimento do mercado de locação de veículos e equipamentos no Brasil, impulsionado pela preferência crescente de empresas por terceirizar a gestão de frotas em vez de manter ativos próprios em seu balanço, tem ampliado a necessidade de capital das locadoras para sustentar o ritmo de renovação de sua base de ativos. Fundos estruturados lastreados nesses contratos surgem como alternativa complementar às linhas bancárias tradicionais de financiamento de frotas, especialmente para locadoras de médio porte que buscam diversificar suas fontes de captação.

Esse movimento acompanha a diversificação setorial mais ampla observada na indústria de FIDCs brasileira nos últimos anos, que passou a atender companhias de segmentos como agronegócio, saúde, tecnologia e infraestrutura, além dos setores tradicionalmente associados à antecipação de recebíveis comerciais.

Governança sobre ativos físicos soma-se à análise de crédito tradicional

Além da avaliação financeira dos locatários que sustentam o fluxo de pagamentos do fundo, a estruturação de operações lastreadas em contratos de locação envolve a verificação periódica da condição dos ativos que compõem a garantia complementar da estrutura, processo que pode incluir vistorias técnicas e o acompanhamento de indicadores de manutenção da frota ao longo da vigência dos contratos.

Essa camada adicional de governança busca assegurar que, além do fluxo de pagamentos contratuais, o valor residual dos ativos físicos permaneça consistente com as premissas utilizadas na estruturação original do fundo, reduzindo o risco de descolamento entre a garantia oferecida e o valor efetivamente recuperável em um eventual cenário de inadimplência.

Habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais para atuar em administração fiduciária, custódia qualificada e controladoria, a ID CTVM acumula mais de R$ 50 bilhões em ativos sob administração e custódia, patrimônio distribuído entre fundos de diferentes setores da economia real, incluindo estruturas lastreadas em contratos de locação de frotas e equipamentos.

Perspectivas para o crédito estruturado no setor de locação

Com a demanda por terceirização de frotas mantendo trajetória de crescimento entre empresas de diferentes portes e setores, a tendência é que o crédito estruturado lastreado em contratos de locação e leasing operacional amplie sua relevância dentro do universo de FIDCs brasileiros. Para administradores fiduciários especializados nesse tipo de operação, a capacidade de combinar rigor na análise financeira dos contratos com acompanhamento técnico dos ativos físicos que os lastreiam deve seguir como um diferencial relevante para sustentar a confiança de investidores nesse segmento do crédito privado.

Sobre a ID CTVM

A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Saftec

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe