Mercado de escritórios de São Paulo mantém vacância em 16% mesmo com novas entregas no terceiro trimestre
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 20 de outubro de 2026
Levantamento da Colliers aponta grandes locações em Pinheiros e Chácara Santo Antônio, preços superiores a R$ 200/m²/mês em quatro regiões e mais de 300 mil m² em construção
O mercado de escritórios corporativos de alto padrão de São Paulo encerrou o terceiro trimestre de 2026 com taxa de vacância de 16%, mantendo a estabilidade mesmo após a entrega de dois empreendimentos de grande porte no período. Os dados são da Colliers, empresa global de serviços imobiliários, e mostram um cenário de movimentação no setor, marcado por grandes locações, valorização dos preços e continuidade da atividade construtiva.
A entrada dos novos empreendimentos ampliou a oferta de espaços corporativos na capital paulista, onde o estoque de escritórios de alto padrão se aproxima de 4 milhões de m². Apesar da expansão, a vacância permaneceu estável, indicando que o mercado conseguiu absorver parte da nova disponibilidade de áreas.
Entre as regiões que se destacaram no período estão Pinheiros e Chácara Santo Antônio, responsáveis por algumas das principais locações registradas entre julho e setembro. O movimento reforça o interesse das empresas por regiões com infraestrutura consolidada, oferta de edifícios corporativos de alto padrão e preços competitivos.
A valorização dos aluguéis também marcou o trimestre. Segundo o levantamento, quatro regiões de São Paulo apresentam preço médio de locação superior a R$ 200/m²/mês. O comportamento dos preços evidencia a pressão da demanda sobre determinados mercados, especialmente aqueles que concentram empreendimentos de maior qualidade e disponibilidade mais restrita.
“O terceiro trimestre foi marcado por um mercado bastante movimentado, com a entrega de edifícios icônicos, grandes ocupações e alta nos preços de locação, principalmente nas regiões da Chucri Zaidan e de Pinheiros. O estoque de alto padrão se aproxima de 4 milhões de metros quadrados, enquanto a taxa de vacância caminha para níveis saudáveis. A demanda tende a continuar aquecida, reduzindo as opções de espaços disponíveis e pressionando os preços para cima”, afirma Ricardo Betancourt, CEO da Colliers Brasil.
Além das ocupações registradas no trimestre, a atividade construtiva permanece aquecida. Atualmente, mais de 300 mil m² de escritórios corporativos estão em obras na cidade, indicando a continuidade dos investimentos no desenvolvimento de novos empreendimentos.
A perspectiva para os próximos trimestres é de manutenção da procura por espaços corporativos de alto padrão, embora o comportamento do mercado possa variar entre as regiões. Áreas com menor disponibilidade de imóveis e maior concentração de empresas tendem a registrar pressão mais intensa sobre os preços de locação.
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