Vai para a Copa? Especialista alerta para cuidados com o seguro-viagem
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 3 de junho de 2026
Planejamento financeiro para o torneio na América do Norte exige atenção com as regras de múltiplos países e o real custo-benefício das apólices
O planejamento dos torcedores brasileiros para acompanhar a Copa do Mundo de 2026 — que ocorrerá simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá — vai muito além da compra de ingressos e passagens aéreas. Diante de sistemas de saúde complexos e de altos custos operacionais na América do Norte, a contratação de um seguro-viagem adequado desponta como um item indispensável. No entanto, a variação de preços e a abrangência das coberturas ainda geram dúvidas sobre qual é o real investimento necessário para garantir a tranquilidade no exterior.
Para quem busca estruturar o orçamento da viagem, os valores médios de mercado mostram-se acessíveis quando comparados ao custo total de uma experiência internacional desse porte. Segundo dados fornecidos por Marcelo Spinola, CEO da agência de viagens MR-18 Turismo, o investimento para um turista com idade entre 0 e 49 anos varia de acordo com o nível de proteção escolhido.
Um plano com cobertura básica tem custo inicial estimado em R$ 861,00. Já para os torcedores que optarem por uma apólice mais robusta e completa, o valor médio sobe para cerca de R$ 1.150,00. Essa base financeira serve como referência geral e demonstra que a segurança durante o torneio não representa a maior parcela dos gastos, mas pode evitar prejuízos substanciais caso ocorra alguma emergência.
O deslocamento entre diferentes cidades não influi diretamente no cálculo final do seguro. Spinola explica que as seguradoras operam com base na geografia das nações, e não na quantidade de municípios visitados: “Leva-se em consideração os países e não as cidades visitadas”, pontua o CEO da MR-18.
Além disso, o executivo esclarece que o mercado não exige apólices ou cláusulas específicas exclusivas para roteiros multi-países. O que ocorre, na verdade, é uma flutuação nos preços motivada pelo nível de risco de cada localidade geográfica incluída no itinerário. “Não há coberturas específicas para visitas em diferentes países, há apenas variação de valores por força dos diferentes lugares, pois o risco da seguradora é maior em alguns países e menor em outros”, explica Spinola.
Fatores tradicionais como a idade do segurado, a duração exata da estadia no exterior, a amplitude da cobertura médica contratada e a inclusão de proteções para a prática de esportes são os elementos que realmente pesam na balança comercial das seguradoras. Itens acessórios como coberturas adicionais de cancelamento e o número de destinos dentro do roteiro não alteram as variáveis obrigatórias do preço base.
A lém do suporte médico básico, o torcedor precisa estar atento a proteções acessórias de extrema relevância em eventos com aglomerações e tráfego aéreo intenso. Despesas médicas de urgência, amparo para extravio de bagagem e indenizações por atrasos ou cancelamentos de voos formam o tripé essencial de qualquer apólice internacional.
Contudo, Spinola chama a atenção para cláusulas mais profundas que não devem ser deixadas de fora em uma viagem preventiva bem estruturada. Garantias em caso de óbito, traslado de corpo (repatriação sanitária) e suporte médico dedicado a complicações decorrentes da COVID-19 são apontados pelo especialista como vitais para mitigar riscos extremos.
A MR-18 também aponta que as tarifas não sofrem reajustes sazonais ou especulativos em decorrência da Copa do Mundo, mantendo-se estáveis independentemente da proximidade do embarque.
De acordo com Spinola, as seguradoras mantêm flexibilidade total, aceitando a contratação da apólice até um dia antes do início oficial da viagem. Apesar dessa facilidade, o maior gargalo na contratação reside no comportamento de escolha do turista brasileiro, que frequentemente prioriza a economia imediata em detrimento da segurança real.
O especialista adverte que a busca pelo plano mais barato é o principal erro cometido no mercado nacional. Diante de margens de diferença de preços relativamente pequenas entre um plano básico e um premium — como ilustrado na diferença entre os R$ 861,00 e R$ 1.150,00 —, a escolha da menor cobertura costuma se traduzir em um péssimo negócio. Em cenários de crise médica internacional (especialmente nos EUA, onde os custos hospitalares são astronomicamente elevados), a compra assertiva e baseada no custo-benefício de limites amplos é o que impede descompassos financeiros para as famílias.
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