Empresas buscam se adaptar à NR-1 através de metodologia do cientista José Roberto Marques
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de abril de 2026
Mentor por trás de grandes nomes empresariais é também criador da Psicologia Marquesiana
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia a obrigatoriedade de gestão de riscos psicossociais no ambiente corporativo, tem levado empresas brasileiras a revisar não apenas processos, mas a forma como compreendem o comportamento humano dentro das organizações.
A norma, que entra em uma nova fase de exigência em 2026, passa a incluir fatores como estresse, pressão emocional, conflitos interpessoais e saúde mental como elementos formais do gerenciamento de riscos. Na prática, isso desloca o eixo da segurança do trabalho: de uma abordagem predominantemente física para uma leitura que integra aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais.
Nesse contexto, empresas têm buscado metodologias estruturadas que ofereçam não apenas diagnóstico, mas intervenção prática. Entre elas, ganham espaço as abordagens desenvolvidas por José Roberto Marques, fundador do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), que vêm sendo reposicionadas como parte de uma construção teórica mais ampla: a chamada Psicologia Marquesiana.
A proposta parte de uma reorganização da compreensão clássica da mente. Em vez de uma leitura centrada apenas em traumas ou repressões, a teoria estrutura o funcionamento psíquico em três dimensões: o Self 1, associado à consciência racional; o Self 2, ligado ao inconsciente automático; e o Self Guardião, uma instância intermediária responsável por proteger crenças, valores e a identidade do indivíduo.
Dentro dessa estrutura, o comportamento no ambiente de trabalho passa a ser interpretado como resultado da interação entre esses três níveis. Decisões conscientes, reações emocionais automáticas, crenças profundas e padrões internalizados influenciam diretamente produtividade e desempenho.
O Self 2, por exemplo, reúne desde processos automatizados — que reduzem esforço cognitivo — até emoções, espiritualidade e o que a teoria denomina “reservas cerebrais”, um potencial ainda não acessado pela maior parte das pessoas. Já o Self Guardião atua como filtro de mudança: é ele que determina resistência ou abertura a novos comportamentos, um fator central em contextos corporativos de transformação.
Essa leitura tem sido aplicada em programas como o PSC (Psychology Self Communication), metodologia que evoluiu ao longo dos anos dentro do IBC. Inicialmente voltado ao coaching, o modelo passou a incorporar comunicação, comportamento e estrutura psíquica, sendo hoje apresentado como um sistema de desenvolvimento baseado na comunicação entre os “selfs”.
Segundo dados de pesquisa conduzida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a aplicação do método indicou redução de aproximadamente 53% nos níveis de ansiedade, queda de cerca de 44% nos níveis de depressão e aumento significativo de resiliência emocional após seis meses.
Para empresas que precisam se adequar à NR-1, esses indicadores passam a ter implicação direta não apenas em bem-estar, mas em custo e desempenho.
Na avaliação de Marques, a mudança exigida pela norma não deve ser tratada como uma pauta assistencial.
“Não se trata de caridade. Estamos falando de dinheiro, de desempenho e de crescimento sustentável. Uma empresa que não entende o comportamento humano perde eficiência, perde resultado e perde competitividade”, afirma.
A visão reforça uma tendência já observada em grandes organizações: a de que fatores emocionais e cognitivos impactam diretamente métricas como produtividade, absenteísmo, turnover e qualidade de decisão.
Ao propor que a essência do indivíduo não está no trauma, mas em seu potencial, fé, emoções e reservas cognitivas, a Psicologia Marquesiana se posiciona como uma ruptura em relação à tradição freudiana, que historicamente associou o inconsciente a conteúdos reprimidos.
Nessa abordagem, o trauma não desaparece, mas é reinterpretado como parte de um mecanismo de proteção — e não como núcleo definidor do indivíduo. Essa mudança de leitura tem implicações práticas no ambiente corporativo, especialmente em processos de desenvolvimento de liderança, gestão de equipes e adaptação a mudanças.
Com a NR-1 exigindo uma abordagem mais estruturada sobre saúde mental, cresce a movimentação para que metodologias como o PSC deixem de ser vistas apenas como ferramentas de desenvolvimento e passem a ser incorporadas como modelos teóricos aplicados.
O próprio grupo liderado por Marques tem direcionado esforços para esse reposicionamento, ampliando a presença em ambientes acadêmicos, produção científica e indexação de conteúdo, com o objetivo de consolidar a Psicologia Marquesiana como uma linha emergente dentro do campo da psicologia e da ciência do comportamento.
Para o mercado, a convergência entre exigência regulatória e novas abordagens comportamentais sinaliza uma mudança mais ampla: a de que entender a mente deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade operacional.
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