NAvegue pelos canais

Potássio do Brasil testa IA para aumentar produção de fertilizante
Foto: Reprodução.

Potássio do Brasil testa IA para aumentar produção de fertilizante

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de outubro de 2026

Testes iniciais com tecnologia de separação por raios X indicaram que apenas cerca de 20% do material de menor teor de potássio pode ser descartado antes do processamento; empresa prevê novas avaliações para verificar viabilidade de aplicação para ampliar vida útil da mina no projeto Autazes, no Amazonas

A Potássio do Brasil, subsidiária da Brazil Potash, responsável pelo projeto Autazes, no Amazonas, anunciou resultados iniciais positivos de testes com inteligência artificial (IA) aplicada à separação de minério por transmissão de raios X (XRT). Segundo a companhia, os ensaios indicaram que aproximadamente 20% do material de menor teor de potássio da amostra analisada poderia ser descartado antes de chegar à planta de processamento, com potencial para aumentar a produção de fertilizante ou prolongar a vida útil da mina.

Realizados em parceria com a empresa de engenharia ERCOSPLAN, os testes elevaram a concentração de cloreto de potássio (KCl) de aproximadamente 13% para 27% em uma amostra de minério. A companhia ressalva, porém, que os resultados são preliminares e não representam necessariamente o desempenho da tecnologia em escala industrial. Novos testes e estudos técnicos e econômicos serão necessários para avaliar sua eventual adoção no projeto.

Os resultados foram divulgados em 13 de outubro pela Potássio do Brasil., empresa de exploração e desenvolvimento de minerais críticos que conduz o Projeto Potássio Autazes, no Amazonas. Os testes com a tecnologia XRT equipada com inteligência artificial haviam sido anunciados inicialmente em dezembro de 2025.

O programa experimental demonstrou a capacidade do sistema de distinguir, na amostra analisada, o material com maior concentração de potássio daquele com menor teor. No ensaio, uma amostra com aproximadamente 13% de KCl foi enriquecida para cerca de 27%, enquanto a fração rejeitada apresentava concentração de 1% a 2% de KCl.

Com base nesse resultado, aproximadamente um quinto do material de menor teor foi separado antes da etapa de processamento. A possibilidade de eliminar parte do material com menor concentração do mineral poderá, em tese, reduzir a quantidade de material encaminhada ao processamento e liberar capacidade operacional para a produção de fertilizantes.

A ERCOSPLAN estima que entre 40% e 55% do material previsto para extração no projeto terá granulometria superior a aproximadamente 8 milímetros, faixa de tamanho utilizada nos testes iniciais. A empresa, no entanto, destaca que a amostra analisada foi pequena, o que impede considerar os resultados representativos da produção da mina em escala plena.

“Esses resultados são promissores para Autazes”, afirmou Matt Simpson, CEO da Brazil Potash. Segundo o executivo, os ensaios iniciais indicam que a tecnologia pode separar a mineralização de maior teor do material de menor qualidade, criando possibilidades para ampliar a flexibilidade operacional do empreendimento.

“Isso nos dá uma oportunidade interessante de potencialmente desbloquear a flexibilidade de produção no futuro, seja por meio de uma taxa de produção mais alta e/ou uma vida útil mais longa da mina, sujeita a testes e estudos adicionais”, declarou Simpson.

A companhia prevê dois possíveis caminhos para a aplicação da tecnologia. O primeiro é utilizar a separação por raios X para pré-concentrar o material antes do processamento por lixiviação a quente, com o objetivo de elevar a produção sem a necessidade de construir um terceiro poço de mina.

A segunda possibilidade é viabilizar economicamente a extração de áreas do depósito de potássio de Autazes que apresentam menor teor mineral e que, nas condições atuais, não são consideradas economicamente viáveis para mineração. Caso essa alternativa se confirme, a tecnologia poderá contribuir para prolongar a vida útil da operação.

Apesar dos resultados iniciais, a implementação ainda depende de novas avaliações. A empresa pretende realizar testes com uma amostra significativamente maior após o início da produção comercial, além de aprofundar os estudos de engenharia e viabilidade econômica. A decisão sobre a incorporação do sistema ao projeto dependerá dos resultados dessas etapas.

Como funciona a tecnologia

O sistema XRT com inteligência artificial avalia partículas individuais de minério para identificar diferenças entre materiais de maior e menor teor de potássio. De acordo com a descrição do fornecedor, a tecnologia utiliza modelos de aprendizado profundo e redes neurais convolucionais treinados com milhões de imagens para reconhecer características como forma, tamanho e cor.

A partir dessa análise, o equipamento aciona válvulas de alta velocidade que liberam jatos de ar direcionados para expulsar as partículas classificadas como material de menor teor. O objetivo é separar parte do material antes das etapas convencionais de processamento, potencialmente tornando a operação mais eficiente.

Por se tratar de uma tecnologia de terceiros ainda em fase de avaliação para o Projeto Potássio Autazes, os ganhos de produção e o prolongamento da vida útil da mina permanecem possibilidades a serem confirmadas por testes adicionais e estudos técnicos e econômicos.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Minera Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe