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Goiás e Mato Grosso criam políticas para mineração em meio ao avanço da lei de minerais críticos
Por Agência Minera Brasil

Goiás e Mato Grosso criam políticas para mineração em meio ao avanço da lei de minerais críticos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 15 de setembro de 2026

Estados do Centro-Oeste aprovaram novas leis para fortalecer a pesquisa, industrialização e atração de investimentos no setor mineral; Lula deve sancionar nesta quarta-feira (16) a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

Goiás e Mato Grosso criaram novas políticas estaduais para organizar e estimular a atividade mineral, com foco em pesquisa, tecnologia, industrialização e atração de investimentos. Em Goiás, a Lei nº 24.499, sancionada em 27 de agosto, instituiu a Política Estadual de Fomento à Exploração Estratégica de Terras Raras. Em Mato Grosso, a Lei nº 13.559/2026 estabeleceu diretrizes para a geologia, mineração e transformação mineral no estado. No âmbito federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nesta quarta-feira (16) a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, aprovada pelo Congresso.

As iniciativas ocorrem em meio ao aumento da importância econômica e geopolítica de minerais utilizados em setores como transição energética, indústria de alta tecnologia, eletrônicos e defesa. A proposta federal, aprovada pelo Senado em 2 de setembro, busca estimular a pesquisa, a extração, o beneficiamento e a transformação desses recursos no país, além de criar mecanismos de governança para o setor.

A criação da política ocorre em um cenário de disputa internacional pelo acesso a minerais considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e a defesa. Estados Unidos, União Europeia, China, Japão e Canadá estão entre as economias que vêm adotando medidas para reduzir vulnerabilidades e garantir o fornecimento desses recursos.

Goiás prioriza terras raras e industrialização

Em Goiás, a nova legislação estabelece diretrizes específicas para ampliar a exploração estratégica de terras raras, incentivar práticas sustentáveis e estimular a industrialização dos minerais dentro do estado. A política também prevê incentivos fiscais e financeiros para empresas que adotem tecnologias limpas, além de medidas voltadas à pesquisa científica, inovação e formação de mão de obra especializada.

O estado possui uma posição relevante nesse segmento por abrigar, em Minaçu, uma operação comercial de terras raras. A cadeia desses minerais é considerada estratégica para a fabricação de motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, equipamentos médicos e sistemas de defesa.

A política goiana também estabelece como objetivo agregar valor à produção mineral antes da exportação. A medida busca fazer com que uma parcela maior das etapas da cadeia produtiva permaneça no território estadual, ampliando o potencial de geração de empregos e investimentos.

Segundo estimativa da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), a expansão da exploração de terras raras pode gerar até 12 mil empregos diretos em Goiás entre cinco e dez anos.

A legislação estadual foi originada de projeto aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e posteriormente sancionado pelo governo estadual. Além da nova política, Goiás já possui um marco regulatório para minerais críticos, com regras para a governança da Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC-GO), o credenciamento de empresas, as Zonas Especiais de Minerais Críticos (ZEMCs) e o Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC).

Mato Grosso amplia política para o setor mineral

Em Mato Grosso, a Lei nº 13.559/2026, de autoria do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), criou uma política própria para organizar e fortalecer o setor mineral. Informações segundo o jornal O Mato Grosso.

A legislação estabelece diretrizes para ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral do estado, incentivar pesquisas e novas tecnologias, atrair investimentos e estimular a industrialização dos recursos minerais em território mato-grossense. A norma também prevê ações de qualificação profissional, apoio aos municípios mineradores e regularização e modernização da mineração de pequena escala.

Para Max Russi, a medida busca transformar o potencial mineral em desenvolvimento econômico para o estado.

“Temos um potencial mineral enorme e precisamos fazer com que essa riqueza gere desenvolvimento aqui dentro de Mato Grosso. Essa política cria uma estrutura para avançarmos com segurança jurídica, sustentabilidade, tecnologia e agregação de valor, gerando novos investimentos, empregos e renda”, destacou.

A vice-presidente do Grupo de Trabalho (GT) da Mineração, Taís Costa, também destacou a participação de diferentes setores na estruturação da política.

“Pela primeira vez estamos construindo todo um alicerce para a mineração em Mato Grosso. É um avanço que busca trazer a atividade para a legalidade, com sustentabilidade, rastreabilidade e alinhamento às boas práticas de governança”, afirmou.

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