BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto que vai processar níquel no Piauí
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de julho de 2026
Financiamento para a Piauí Níquel Metais apoiará aquisição de máquinas e equipamentos para produção de níquel e cobalto de alta pureza destinados às cadeias de veículos elétricos, energia limpa e indústria aeroespacial
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 100 milhões para a Piauí Níquel Metais S/A investir na aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais destinados ao processamento de níquel e cobalto de alta pureza, em Capitão Gervásio Oliveira, no Piauí. O projeto busca fortalecer a produção nacional de minerais críticos utilizados em setores estratégicos, como veículos elétricos, energia sustentável e aeroespacial.
Os recursos serão liberados por meio da linha BNDES Máquinas e Serviços e poderão ser utilizados na compra de máquinas, sistemas industriais, componentes, equipamentos de informática, automação e serviços produzidos no Brasil. Também será permitida a aquisição de equipamentos importados nos casos em que não houver similares nacionais.
Projeto integra estratégia para minerais críticos
O plano de negócios da Piauí Níquel Metais foi um dos selecionados na Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, lançada pelo BNDES e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em 2025. As negociações entre a instituição financeira e a empresa tiveram assessoria da Alvarez & Marsal Infrastructure.
Subsidiária integral da Brazilian Nickel Limited, a Piauí Níquel foi criada para produzir precipitados de níquel e cobalto de alta pureza voltados a indústrias de maior valor agregado. O principal produto da empresa será o Precipitado de Hidróxido Misto (MHP), utilizado na fabricação de baterias de íons de lítio e em aplicações tradicionais do níquel, como a produção de aço inoxidável e outras ligas metálicas.
“Transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento econômico exige mais do que extrair recursos: exige agregar valor, incorporar tecnologia e fortalecer cadeias produtivas. Financiar planos de negócios para a transformação de minerais críticos é investir na industrialização, na inovação e na soberania do país em um mercado cada vez mais estratégico para a transição energética”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O CEO da Brazilian Nickel, Mark Travers, destacou o papel do empreendimento na inserção do Brasil na cadeia global de minerais críticos.
“O mundo precisa, mais do que nunca, diversificar suas cadeias de suprimentos, e o Projeto Piauí Níquel vai posicionar o país como um fornecedor global altamente competitivo e responsável. Este investimento do BNDES valida uma estratégia que fortalece o Brasil na cadeia global de minerais críticos”, disse.
Produção está prevista para começar em 2028
O projeto prevê capacidade anual de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto, com início das operações previsto para 2028. A fase operacional plena deve ser alcançada em 2029, quando o minério passará por um processo de purificação e precipitação direta, formando o Precipitado de Hidróxido Misto (MHP), com teor médio entre 48% e 50% de níquel e cerca de 2% de cobalto.
Segundo a empresa, o MHP será comercializado no mercado internacional como matéria-prima para a fabricação de componentes de baterias de veículos elétricos e para aplicações industriais já consolidadas.
Tecnologia busca reduzir emissões e impactos ambientais
O processamento adotará a tecnologia de lixiviação em pilhas, considerada de baixo carbono. De acordo com a empresa, o método apresenta elevada recirculação de água, baixa intensidade energética, redução das emissões de gases de efeito estufa e menor geração de resíduos sólidos, além de dispensar a utilização de barragens de rejeitos.
Fundada em 2013, a Brazilian Nickel desenvolve projetos de lixiviação em pilhas para lateritas de níquel em diferentes países, tendo o Projeto Piauí Níquel, no sul do estado, como seu principal empreendimento.
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