Comunidade de município do estado do Rio de Janeiro terá parque de geração de energia solar
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 2 de julho de 2026
Iniciativa, instalada no Morro do Boa Vista, em Niterói, tem capacidade instalada de 1,5 MW e 3.400 painéis, com objetivo de gerar cerca de 150 mil kWh de energia por mês
Uma comunidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, está prestes a receber um parque de geração de energia solar com 3.400 painéis fotovoltaicos e capacidade instalada de 1,5 MW. Em fase final de implantação, a usina deverá gerar cerca de 150 mil kWh de energia por mês.
Segundo a Prefeitura de Niterói, toda a energia produzida será destinada ao abastecimento de equipamentos públicos, contribuindo para a redução dos gastos com energia elétrica. O Parque Solar do Morro do Boa Vista, localizado na região central do município, é coordenado pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil.
Em entrevista à Memória da Eletricidade, o secretário da pasta, coronel Walace Medeiros, explicou que o projeto nasceu da necessidade de enfrentar dois problemas históricos da região: os incêndios em áreas de vegetação e os deslizamentos de encostas, além de promover uma ocupação mais segura do território.
“Técnicos identificaram que a área apresentava alta vulnerabilidade ambiental e, ao mesmo tempo, reunia condições favoráveis para a geração de energia solar, especialmente pela elevada incidência de sol em uma das encostas. Além de produzir energia renovável, a implantação da usina cria uma espécie de aceiro permanente, uma faixa de proteção que dificulta a propagação de incêndios na vegetação, e incorpora soluções de drenagem para disciplinar o escoamento das águas pluviais”, explica Medeiros.
O parque ocupa uma área de 36 mil m² e representa o principal resultado do Projeto Encosta Verde, iniciativa de resiliência climática que busca transformar encostas vulneráveis em parques solares e áreas de reflorestamento. A proposta foi desenvolvida a partir do diálogo com moradores de cinco comunidades da região, incluindo o Morro do Boa Vista.

Segundo Medeiros, o diferencial do projeto está na integração entre geração de energia limpa, adaptação climática e recuperação ambiental.
“Consideramos o projeto singular por combinar geração de energia limpa em uma área de favela com ações concretas de mitigação de riscos de desastres naturais e valorização territorial. Além dos benefícios ambientais inerentes à energia solar, como a substituição de fontes mais poluentes de geração energética e a contribuição para metas de sustentabilidade, o Encosta Verde permitirá a recuperação ambiental de uma área degradada, favorecendo a revegetação, a melhoria do microclima local e a qualidade do ar da região”, destaca Medeiros.
O projeto também prevê a instalação de dois reservatórios para captação de águas pluviais, com capacidade total de 30 mil litros. A água armazenada poderá ser utilizada na limpeza dos painéis fotovoltaicos, na irrigação das áreas reflorestadas e no combate inicial a eventuais focos de incêndio. Além disso, serão implantadas canaletas para direcionar adequadamente o escoamento das águas da chuva.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da Prefeitura de Niterói para ampliar o uso da energia solar. Estudos para instalação de sistemas fotovoltaicos em prédios públicos e em outras áreas com potencial de geração também estão em andamento.
Segundo Medeiros, o projeto tem despertado o interesse de gestores públicos brasileiros e de representantes de governos estrangeiros.
“A iniciativa vem sendo vista como uma referência pela integração entre sustentabilidade, redução de riscos, qualificação urbana e participação popular”, afirma.
O investimento total no Parque Solar do Morro do Boa Vista é de aproximadamente R$ 10 milhões. A expectativa é que a usina proporcione uma economia anual de cerca de R$ 1,6 milhão nas contas públicas.
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