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CFT quer técnico industrial capacitado para georreferenciamento urbano
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CFT quer técnico industrial capacitado para georreferenciamento urbano

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de novembro de 2022

Por Agência Geocracia

Em entrevista à Agência Geocracia, Solomar Rockembach, presidente da autarquia, reconhece carência de profissionais no mercado..

O recém empossado presidente do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), Solomar Rockembach, afirma que a autarquia está preocupada com a capacitação e especialização dos técnicos industriais, sobretudo após a norma da ABNT, que, a exemplo do que já acontecia com a área rural, tornou lei o georreferenciamento urbano, com demandas por serviço e precisão bem maiores. “O estimulo à capacitação já está sendo construído junto ao Ministério da Educação e também junto aos técnicos industriais”, afirma Rockembach em entrevista à Agência Geocracia, explicando que isso se dará por meio de bolsas estudo, palestras em encontros setorizados nos ambientes acadêmico e profissional e ações de comunicação.

Presidente da Associação Brasileira dos Técnicos Industriais (Abeti), ex-presidente do Sindicato dos Técnicos Industriais do Paraná (Sintec-PR) e ex-diretor da Federação Nacional dos Técnicos Industriais (Fentec), Solomar reconhece que existe uma carência de técnicos no mercado e que é preciso acelerar a formação de novos profissionais: “Os técnicos de hoje surgiram na era da industrialização do país, período em que alunos do ensino técnico eram requisitados em sala de aula para atuar em empresas. A evolução industrial continuou acentuada nos últimos 40 anos, enquanto o ensino técnico ficou estagnado”, afirma, adiantando que o CFT vai trabalhar junto a parlamentares e governo para resolver o problema.

Acompanhe a entrevista na íntegra.

Nesta sua gestão que se inicia, quais serão as metas a serem batidas e como os técnicos de dados, principalmente aqueles voltados à geoinformação, podem ter o suporte da CFT na expansão do mercado de trabalho? Afinal, há redes, cidades e territórios inteligentes a serem geridos, há a inteligência artificial e muitas outras oportunidades…

As metas do CFT na gestão 2022/2026 estão voltadas à valorização profissional e proteção da sociedade. Para atingirmos estes objetivos já iniciamos o processo de incremento na área da comunicação, cuja mensagem principal coloca o técnico industrial em evidência no cenário do desenvolvimento social e econômico da nação. A profissão técnica industrial está presente nos diferentes setores da economia de países desenvolvidos como Alemanha, Portugal e Estados Unidos. Aqui no Brasil não é diferente, com mais de meio milhão de técnicos já registrados no Sistema CFT/CRTs, responsáveis pela emissão de aproximadamente três milhões de Termos de Responsabilidade Técnica (TRT) nos últimos quatro anos, desde quando esta autarquia foi criada. Porém, estima-se que mais de três milhões de técnicos estejam em atividade no Brasil, desconhecendo ainda a obrigatoriedade do registro neste conselho de classe, criado com a finalidade de definir as atribuições, campos de atuação e prerrogativas profissionais. Por meio da publicidade, o CFT enaltece o exercício legal da profissão como instrumento de valorização da categoria e mostra à sociedade que o técnico industrial legalizado tem competência técnica, comprovada experiência e é fiscalizado na elaboração de estudos ou na execução de projetos e serviços.

Em relação à geoinformação, é importante destacar que inúmeras modalidades técnicas têm conexão com esta área de estudos, indispensável para o desenvolvimento humano, tecnológico e territorial. No âmbito das competências do CFT, os profissionais que atuam nesta área têm o amparo deste conselho na emissão das resoluções que normatizam a profissão, incremento na fiscalização com a finalidade de coibir o exercício ilegal da profissão, além incentivos para a capacitação permanente. Em paralelo, o CFT estimula o ensino técnico, inclusive apoiando e premiando projetos científicos, assim como ocorreu na programação da Semana do Técnico Industrial 2022 e na Mostratec 2022, oportunidade em que o CFT e seus respectivos regionais estiveram presentes e oportunizaram a participação de estudantes brasileiros em feiras de ciência e tecnologia, inclusive nos Estados Unidos..

Existem mais de 672 mil técnicos registrados nos bancos de dados do CFT. Quais são as principais demandas destes profissionais?

Importante ressaltar que o CFT não tem as prerrogativas de sindicato. Este conselho, criado por legislação específica, é uma autarquia federal que opera como órgão normativo, exercendo funções que, por extensão, competem ao poder Executivo da União. Deste modo deve-se observar que o CFT deve atuar em benefício da sociedade e a favor de uma categoria. Porém, a missão estabelecida pelo nosso planejamento estratégico coloca o CFT como agente da valorização profissional, pautado pelo princípio da ética e compromisso com a qualidade, segurança e inovação. Pelo poder emanado e por ser constituído exclusivamente por técnicos industriais na sua diretoria executiva e no colegiado máximo, o CFT também atua politicamente em questões que fogem da sua alçada de responsabilidade, como, por exemplo, a defesa do piso salarial mínimo da categoria, a defesa da valorização da pós-graduação técnica e, principalmente, o reconhecimento por parte de empresas e instituições públicas e privadas sobre o direito do técnicos industrial como profissional habilitado para emitir TRTs nas áreas de atuação de sua competência, assim como ocorre com engenheiros, arquitetos e outras profissões regulamentadas.

Recentemente, o Plenário do CFT aprovou proposta que permite a cada profissional assumir a responsabilidade técnica de até cinco empresas, incluindo a sua própria pessoa jurídica. Por que isso é importante para os técnicos industriais?

É muito importante porque amplia as oportunidades de trabalho e valoriza os técnicos industriais. Essa é uma demanda reivindicada pela categoria e que foi atendida pelo CFT, beneficiando técnicos industriais que atuam como agentes do desenvolvimento e que, a partir desta normativa, podem ampliar o número de empreendimentos sob a sua responsabilidade técnica.

Conforme determina recente norma da ABNT, o georreferenciamento urbano passa a ser lei, a exemplo do que acontece com a área rural. Como o CFT pretende contribuir para a especialização dos técnicos, já que, no caso urbano, a demanda por serviços e as exigências de precisão serão muito maiores?

O estimulo à capacitação já está sendo construído junto ao Ministério da Educação e também junto aos técnicos industriais. A consciência coletiva será estimulada por meio de ações efetivas na área da comunicação, desenvolvimento de projeto social visando implantar a bolsa estudo, além de palestras em encontros setorizados nos ambientes acadêmico e profissional.

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