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Inteligência artificial amplia seu papel dentro das empresas e passa a apoiar decisões críticas
Inteligência artificial apoia decisões críticas e fortalece operações antifraude nas empresas. Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

Inteligência artificial amplia seu papel dentro das empresas e passa a apoiar decisões críticas

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 31 de julho de 2026

Relatório do Fórum Econômico Mundial mostra que empresas ainda não acompanham a velocidade das ameaças, enquanto agentes de IA começam a ganhar espaço nas operações antifraude.

A inteligência artificial acelerou o ritmo das ameaças digitais, e as empresas ainda correm para acompanhar essa velocidade. É o que revela o Global Cybersecurity Outlook 2026, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), que aponta que 87% das organizações consideram os riscos ligados à IA o principal motor do crescimento dos ataques cibernéticos. No entanto, apenas 64% delas se dizem preparadas para usar essa mesma tecnologia com segurança. O descompasso revela uma corrida por capacidade de resposta, pois enquanto os ataques ganham velocidade com a IA, as empresas ainda buscam formas de utilizá-la para tomar decisões na mesma velocidade.

De acordo com José Oliveira, Chief Technology Officer (CTO) da Certta, hub de verificação inteligente, os fraudadores usam automação, testam variações em escala e mudam de padrão em questão de horas. “Isso transformou o combate à fraude em uma questão de velocidade e inteligência. Não basta reagir rápido, é preciso reagir certo”, ressalta o executivo.

Como consequência, a transformação no mercado de segurança digital também impacta o dia a dia do especialista de risco. Vice-presidente da Risk Women (RW), Cassia Dias observa que a maior dor de um profissional da área hoje é tomar decisões rápidas e assertivas, sem impactar negativamente a experiência do cliente. “O grande desafio é agir de forma preventiva em um ambiente de constante transformação tecnológica e comportamental”, diz.

Nesse contexto, a inteligência artificial começa a assumir um papel diferente dentro das operações antifraude. Em vez de substituir o analista de risco, ela passa a ampliar sua capacidade de análise e resposta diante de um cenário cada vez mais dinâmico. Cassia acredita que essa transformação reduziu atividades operacionais e permitiu uma atuação mais estratégica dos profissionais da área.

Com copilots e agentes de IA é possível analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, detectar anomalias em tempo real e gerar recomendações para apoiar a tomada de decisão. Além disso, agentes especializados podem monitorar indicadores, analisar alertas, validar regras e apoiar investigações de forma contínua”, finaliza a vice-presidente da comunidade que conecta mulheres integrantes do ecossistema antifraude.

Eduarda Davidovic, diretora de Inovação e Tecnologia Bancária da Febraban, afirma que os crimes financeiros digitais têm avançado de forma preocupante nos últimos anos, resultado de avanços tecnológicos, amplo acesso a dados pessoais em fontes públicas e redes sociais.

À medida que esse cenário se torna mais complexo, também muda a forma como decisões são tomadas dentro das empresas. “Vemos uma transição da IA como ferramenta de apoio para modelos capazes de intermediar decisões e executar tarefas, compreendendo contexto e recomendando ações“, ressalta a executiva.

A mudança já começa a aparecer também nos investimentos do setor. Segundo ela, a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 constatou um crescimento de 39% nos investimentos em inteligência artificial entre 2024 e 2025. “Essa evolução tem potencial para transformar significativamente a experiência do cliente, além de ampliar a eficiência operacional das instituições.

Para Oliveira, o aumento dos investimentos em IA também exige uma mudança na forma como essas tecnologias são aplicadas. Mais do que incorporar novos recursos, o diferencial passa a ser a capacidade de cruzar informações, interpretar contexto e transformar dados em decisões rápidas e precisas.

Soluções isoladas, que olham apenas para uma variável ou um sistema por vez, criam pontos cegos. O caminho é ter visibilidade sobre o cliente, seu histórico, comportamento e variáveis transacionais, transformando essas informações em ações e não apenas em alertas”, afirma.

Na prática, essa mudança já começa a aparecer nas ferramentas utilizadas pelo mercado de verificação digital. Como exemplo dessa evolução, Oliveira cita o Hubby, agente de IA lançado recentemente pela Certta para atuar como copiloto das equipes de risco. Segundo o executivo, a ferramenta auxilia na configuração de fluxos complexos a partir de comandos em linguagem natural e cruza milhares de variáveis e dados transacionais para identificar anomalias em tempo real. “O objetivo é ampliar a capacidade de decisão das equipes, permitindo que elas respondam às mudanças do cenário com mais rapidez, contexto e autonomia“, conclui.

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