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Vale aporta recursos no Reforest Fund para recuperar áreas degradadas da Mata Atlântica
Por Fabio Soares

Vale aporta recursos no Reforest Fund para recuperar áreas degradadas da Mata Atlântica

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 1 de outubro de 2026

A Vale passou a integrar o grupo de cotistas do Reforest Fund, criado pelo Patria Investimentos para recuperar terras degradadas no Brasil. O valor do aporte não foi divulgado. Como parte da operação, a empresa poderá receber créditos de carbono gerados pelos projetos de restauração financiados pelo fundo.

Segundo a Vale, a iniciativa está alinhada à meta da companhia de proteger e recuperar 500 mil hectares de florestas e áreas naturais até 2030.

Criado em 2024, o Reforest Fund levantou R$ 160 milhões na primeira rodada de captação, ancorada pela Desenvolve SP, agência de desenvolvimento do governo paulista, que destinou R$ 50 milhões à iniciativa. Parte dos recursos deve financiar projetos de restauração ecológica no estado de São Paulo. Agora, o fundo tem como meta captar R$ 2 bilhões e conta com a Vale entre seus cotistas.

Recuperação florestal e geração de receitas

A estratégia do fundo é adquirir terras degradadas e recuperá-las com espécies nativas, como ipê e jacarandá. O modelo combina a restauração da vegetação com o cultivo de culturas agrícolas, entre elas abacate, cacau e café, em sistemas agroflorestais.

Essa combinação diferencia o Reforest Fund de outros fundos florestais, que costumam concentrar suas operações em regiões remotas, como a Amazônia, ou em florestas comerciais de eucalipto e pinus.

A escolha da Mata Atlântica para o primeiro investimento do Reforest Fund reúne vantagens ambientais e operacionais. Resultado de séculos de ocupação e supressão da vegetação nativa, ela é o bioma mais degradado do País. Ao mesmo tempo, está próxima dos principais centros urbanos, conta com infraestrutura logística instalada e apresenta maior clareza sobre a propriedade das terras, um dos principais desafios dos projetos de carbono florestal. É também o único bioma brasileiro protegido por uma legislação específica, a Lei da Mata Atlântica, de 2006.

Para ampliar a captura de carbono e garantir adicionalidade aos projetos, a estratégia prevê destinar áreas específicas para conservação em cada propriedade, bem como implementar corredores ecológicos para incremento de biodiversidade de fauna e flora. Até agora, o Patria já tem um footprint de mil hectares no estado de São Paulo, e estima avançar o portfólio para outros estados nos próximos meses.

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