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Estrutura metálica ou concreto? Altevir Seidel avalia qual opção compensa mais para galpões industriais
Por SAFTEC DIGITAL

Estrutura metálica ou concreto? Altevir Seidel avalia qual opção compensa mais para galpões industriais

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 30 de setembro de 2026

Um comparativo técnico entre os dois sistemas construtivos ajuda gestores a decidir com base em desempenho real, não apenas em custo aparente.

A escolha entre estrutura metálica e concreto ainda divide opiniões entre quem planeja construir galpões industriais. Altevir Seidel, empresário, ressalta que cada sistema traz vantagens específicas de custo, prazo e manutenção, e que uma decisão mal calculada pode pesar no orçamento por anos. Assim sendo, o critério técnico deve vir antes de qualquer coisa. Fundado nisso, uma via de comparação possível se baseia em três ângulos práticos: investimento inicial, tempo de execução e manutenção ao longo da vida útil da edificação.

Custo inicial: é o concreto ou a estrutura metálica que exige mais investimento?

O concreto costuma exigir formas, escoramento e um prazo de cura que eleva o custo da mão de obra. Já a estrutura metálica chega à obra pré-fabricada, reduzindo etapas no canteiro. Todavia, essa diferença só se confirma quando o projeto é dimensionado com precisão, sem excesso de material.

Tendo isso em vista, vãos maiores tendem a favorecer o aço, já que o concreto exige pilares adicionais para vencer grandes distâncias. Já em galpões com necessidade de amplitude interna, a estrutura metálica reduz o número de apoios e libera espaço útil, o que impacta diretamente o layout produtivo e a logística interna da empresa, pontua Altevir Seidel, empresário que atua na área de estruturas metálicas, serviço de guindaste e transporte.

Prazo de execução: qual sistema entrega o galpão mais rápido?

A rapidez é um dos argumentos mais citados a favor da estrutura metálica. De acordo com Altevir Seidel, peças fabricadas fora do canteiro chegam prontas para montagem, o que corta semanas de obra em comparação ao concreto moldado in loco, cuja cura interfere diretamente no cronograma geral.

Esse ganho de tempo se traduz em uma economia indireta: menos dias de obra significam menos custo com equipe, aluguel de equipamentos e juros sobre capital investido. Logo, para operações que precisam entrar em funcionamento rapidamente, esse fator costuma pesar tanto quanto o valor final do contrato.

Manutenção ao longo da vida útil do galpão

O concreto exige menos intervenções recorrentes, mas fissuras estruturais, quando aparecem, demandam reparos complexos. A estrutura metálica, por outro lado, precisa de proteção contra corrosão e revisões periódicas de pintura, principalmente em ambientes industriais com umidade ou exposição química constante. Ademais, o custo de manutenção da estrutura metálica é previsível e programável, enquanto o do concreto costuma surgir de forma pontual, geralmente após anos de uso, analisa Altevir Seidel.

Fatores que pesam na decisão entre os dois sistemas

Antes de decidir, é importante considerar o conjunto de variáveis do projeto, não apenas o valor da obra em si. Até porque cada fator abaixo influencia diretamente o desempenho da estrutura escolhida:

– Tipo de atividade: processos com cargas dinâmicas ou vibração favorecem o aço, mais flexível a esforços;

– Clima da região: ambientes muito úmidos exigem tratamento anticorrosivo reforçado na estrutura metálica;

– Prazo do negócio: operações com urgência de entrega tendem a se beneficiar da montagem rápida do aço;

– Orçamento disponível: projetos com caixa mais apertada podem achar no concreto um caminho de menor risco inicial.

Esses pontos mostram que não existe resposta única, e sim um conjunto de prioridades que muda conforme o setor e a realidade de cada empresa.

A escolha certa depende do peso que cada fator tem para o negócio

Em última análise, não há uma escolha absoluta entre estrutura metálica e concreto. O que existe é uma equação particular, em que custo inicial, prazo e manutenção assumem pesos diferentes conforme o momento e a estratégia da empresa. Portanto, ignorar essa lógica é o erro mais comum em projetos industriais.

Antes de fechar um contrato, vale simular cenários com base no uso real do galpão, não apenas no valor apresentado na proposta. Isso se dá principalmente porque, no final, a decisão melhor embasada evita retrabalho, reduz custos ocultos e garante que a estrutura escolhida sustente a operação pelos próximos anos sem muitas surpresas.

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