Cristiane Ruon dos Santos avalia o artesanato têxtil como nicho de investimento
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de agosto de 2026
Peças de costura manual e tecidos raros ganham espaço entre alternativas de diversificação patrimonial.
O interesse por artesanato têxtil e peças de costura antiga vem se expandindo para além do universo de colecionadores e entusiastas de moda, passando a chamar atenção de investidores que buscam alternativas fora dos ativos financeiros tradicionais. Bordados, rendas, tecidos manufaturados e peças confeccionadas com técnicas artesanais hoje em desuso reúnem características que atraem esse tipo de olhar, como raridade, dificuldade de reprodução e valorização histórica reconhecida em outros mercados de colecionáveis ao redor do mundo.
Cristiane Ruon dos Santos, especialista em objetos antigos, avalia esse movimento como parte de uma tendência mais ampla de diversificação patrimonial, em que bens tangíveis com forte apelo cultural passam a integrar carteiras de investidores interessados em ativos que fogem da volatilidade típica do mercado financeiro. O artesanato têxtil, nesse contexto, ocupa um espaço específico dentro do universo de colecionáveis, ainda pouco explorado se comparado a categorias mais estabelecidas.
Um nicho pouco explorado dentro do mercado de colecionáveis
Enquanto categorias como joias, relógios e obras de arte já possuem mercado consolidado e amplamente reconhecido por investidores, o artesanato têxtil ainda ocupa posição menos explorada, apesar de reunir atributos semelhantes de raridade e história. Peças produzidas com técnicas artesanais específicas de determinadas regiões ou períodos carregam valor cultural difícil de mensurar por métricas convencionais de mercado, o que ajuda a explicar por que esse nicho ainda atrai um público relativamente restrito de investidores.
Cristiane Ruon dos Santos contextualiza esse cenário destacando que a falta de padronização na avaliação de peças têxteis antigas ainda representa um desafio para quem deseja tratar esses itens como investimento, já que critérios como estado de conservação, técnica utilizada e origem exigem conhecimento especializado, nem sempre disponível no mercado tradicional de avaliação de ativos, o que reforça a importância de consultoria qualificada antes de qualquer aquisição.
Fatores que sustentam o potencial de valorização
A raridade de determinadas técnicas de costura e tecelagem, muitas delas praticamente extintas, é um dos principais fatores que sustentam o interesse crescente por essas peças. Bordados manuais complexos, rendas produzidas artesanalmente e tecidos com processos de tingimento tradicionais tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar, o que reforça seu potencial de valorização ao longo do tempo.
A especialista Cristiane Ruon dos Santos analisa que peças com procedência documentada, ligadas a determinados períodos históricos ou produzidas por artesãos reconhecidos, tendem a apresentar valorização mais consistente do que itens sem informações claras de origem. O padrão observado se assemelha ao encontrado em outros segmentos de colecionáveis, nos quais a rastreabilidade da peça funciona como garantia de autenticidade para o comprador.
Riscos e cuidados para quem considera esse tipo de ativo
Como em qualquer ativo alternativo, o artesanato têxtil apresenta riscos específicos que precisam ser considerados antes de qualquer decisão de alocação de recursos. A liquidez costuma ser mais baixa do que a de ativos financeiros tradicionais, e a avaliação de valor depende fortemente de conhecimento técnico, o que exige cautela redobrada de quem não tem familiaridade prévia com o setor e busca esse tipo de ativo apenas por seu potencial de valorização.
Cristiane Ruon dos Santos pondera que a busca por uma consultoria especializada e a verificação criteriosa de procedência são passos importantes para quem considera esse tipo de ativo como parte de uma estratégia de diversificação. O amadurecimento gradual do setor, com maior formalização e acesso à informação, deve contribuir para reduzir esses riscos nos próximos anos, aproximando o artesanato têxtil de práticas já consolidadas em outros mercados de colecionáveis e ativos alternativos.
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