Mato Grosso consolida o Pantanal como polo turístico e econômico, com investimento recorde em 2026, observa Wilson Bachega Junior
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de julho de 2026
Estado registrou crescimento econômico de 54% em sete anos, impulsionado também pela expansão do turismo regional em torno do bioma pantaneiro.
Mato Grosso vive um momento de expansão que vai além do agronegócio, tradicionalmente associado ao estado. Levantamentos recentes apontam crescimento econômico de 54% ao longo dos últimos sete anos, avanço que passou a incluir o turismo como frente relevante de desenvolvimento, com o Pantanal ocupando posição central nessa estratégia. Wilson Bachega Junior, entusiasta da região e frequentador de longa data do Pantanal e do interior mato-grossense, observa esse crescimento como reflexo direto de um potencial turístico que o bioma sempre teve, mas que só recentemente passou a receber investimento estruturado em escala.
A edição de 2026 da FIT Pantanal, maior feira de turismo e negócios das regiões Norte e Centro-Oeste do país, contou com investimento de cerca de R$ 6 milhões do governo estadual e reuniu representantes de 44 municípios, entre eles cerca de 130 expositores ligados à agricultura familiar e diversos segmentos do setor turístico. A meta do evento foi atrair 100 mil visitantes ao longo da programação, reforçando o peso que o setor já ocupa na economia regional.
Turismo cresce em ritmo mais rápido que outros setores da economia estadual
Dados do próprio setor mostram que a movimentação turística em Mato Grosso cresceu 11% entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, ritmo superior ao observado em diversos outros segmentos da economia local. Esse crescimento tem impulsionado não apenas hospedagem e alimentação, mas também toda a cadeia de fornecedores ligados a passeios, transporte regional e produção artesanal vendida a visitantes.
Wilson Bachega Junior relaciona esse desempenho a uma mudança de percepção sobre o próprio Pantanal: de destino de nicho, voltado a poucos viajantes especializados em observação de fauna, para atrativo capaz de reunir público mais amplo, interessado tanto na experiência de contato com a natureza quanto na cultura regional que se desenvolveu ao redor do bioma ao longo das últimas décadas.
Infraestrutura como condição para sustentar o crescimento
Autoridades locais associam parte desse avanço a investimentos concretos em infraestrutura turística realizados nos últimos anos, incluindo equipamentos de lazer e hospedagem que ampliaram a capacidade de recepção de visitantes em diferentes regiões do estado. Sem esse tipo de investimento, o crescimento da demanda turística tenderia a esbarrar rapidamente em limitações de capacidade, dada a extensão territorial e a logística naturalmente mais complexa de acesso ao Pantanal.
Essa combinação entre atrativo natural e infraestrutura em expansão é o que diferencia o momento atual de ciclos anteriores de interesse turístico pela região, quando a falta de estrutura básica limitava o alcance do Pantanal a um público mais restrito, concentrado em roteiros especializados e de acesso mais difícil.
Um crescimento que ainda tem espaço para continuar
O desempenho recente do turismo em Mato Grosso, somado ao investimento público direcionado ao setor, sugere que o Pantanal segue distante de esgotar seu potencial como atrativo econômico regional. Isso porque grande parte do bioma ainda permanece pouco explorada em termos de roteiro turístico estruturado, o que abre espaço para expansão contínua sem necessariamente repetir os mesmos destinos já consolidados.
Manter o ritmo desse crescimento nos próximos ciclos, na visão de Wilson Bachega Junior, depende sobretudo de o estado conseguir equilibrar a chegada de mais visitantes com a preservação do que torna o bioma único, evitando que o próprio sucesso do turismo comprometa o ambiente que o sustenta.
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