O avanço das condições neurológicas progressivas transforma a rotina, redistribui papéis e exige uma rede de cuidado que precisa se adaptar continuamente
6 de maio de 2026
Dados da Pesquisa Nacional dos Cuidadores de Pacientes Raros no Brasil, de 2022, mostram que as mães são a maioria entre as cuidadoras de pacientes com doenças raras, chegando a 81%.
Isso porque esses cuidados, na maioria das vezes, não acontece dentro de hospitais, mas dentro de casa – e quase sempre recai sobre alguém da família.
Alexandre Bossoni, neurologista do Hospital Santa Paula, diz que, quando falamos em doenças neurológicas raras, não estamos lidando apenas com o paciente, mas com um impacto sistêmico.
“A progressão da doença altera completamente a dinâmica familiar, exigindo adaptações físicas, emocionais e sociais ao longo do tempo”, explica o especialista.
Foi assim com a produtora cultural Leide Jacob, que foi deixando de ser apenas filha para assumir também o papel de cuidadora da mãe, Leide Moreira, diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Em 2004, com 56 anos, Leide passou a sentir perda de força na mão direita. “Passamos por dois ortopedistas, fomos encaminhadas para neurologistas e chegamos a um especialista que disse que era ELA, que havia um remédio que poderia prolongar a vida em três meses e que não tinha cura”, conta Leide Jacob.
“Aquilo mostrou o lado mais duro e desumano que a gente poderia encontrar. E a jornada estava só começando.”
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, responsáveis por controlar os movimentos voluntários. Com o avanço da condição, o paciente perde gradualmente a capacidade de se movimentar, falar, engolir e, em estágios mais avançados, até respirar.
No Brasil, cerca de 12 mil pessoas vivem com ELA, com maior incidência entre 55 e 75 anos. A sobrevida média é de três a cinco anos após o diagnóstico.
Embora seja considerada uma doença rara, trata-se de uma das condições neurológicas raras mais conhecidas, em parte por casos como o do físico Stephen Hawking e por campanhas globais de conscientização – como foi o caso do Desafio do Balde de Gelo, campanha viral de 2014 para arrecadar fundos para pesquisas sobre a doença.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio.
18 de agosto de 2026
Inteligência artificial transforma distribuição de combustíveis
Inspirada no poder do sentir, Renner apresenta nova campanha de primavera
Brasil amplia protagonismo na pesquisa clínica global e aproxima o futuro dos pacientes
16 de abril de 2026
Trends: “Vemos uma tendência de as pessoas darem mais valor para as experiências”, diz Eduardo Malheiros, CEO do Grupo Wish
26 de março de 2026
Trends: “A inteligência artificial não vai substituir aquele calor humano da recepção do hotel”, diz Ronaldo Beber, CEO da Gramado Parks
12 de março de 2026
Trends: “Aliar hospitalidade e entretenimento é o grande diferencial”, diz Lucas Fiuza, CEO da WAM Experience
20 de dezembro de 2024
Estadão Summit Imobiliário 2024: debates estratégicos marcaram a 9ª edição do evento
19 de dezembro de 2024
Fórum Estadão Reconstrução da Educação
5 de dezembro de 2024
Prêmio Estadão Finanças Mais 2024
29 de dezembro de 2025
Guia de Pós+MBA 2025
11 de dezembro de 2025
Prêmio Mobilidade Estadão 2026
10 de dezembro de 2025
Estadão apresenta: Guia da Faculdade 2025
12 de maio de 2023
Minha Canção #12 – Marcelo D2 (Parte 01)
5 de maio de 2023
Por Aí, com Patrícia Ferraz – 10ª edição do ‘Paladar Cozinha do Brasil’
3 de maio de 2023
Som a Pino Entrevista BNegão: ‘Eu gosto da possibilidade de viver tudo’
21 de agosto de 2023
Mochila da ‘raposinha’: conheça a marca Fjällräven, que virou febre no verão europeu e na Faria Lima
19 de agosto de 2023
‘Quero ser um jogador global’, diz Neymar sobre decisão de jogar no Al Hilal, da Arábia Saudita
2 de agosto de 2023
BRADESCO SEGUROS E TADEU SCHMIDT TRAZEM ‘TADEUZINHO’ PARA CONSCIENTIZAR POPULAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO SEGURO AUTO